20 de maio de 2009

13 de maio de 2009

Amor da minha vida

"Talvez eu já tenha conhecido o amor da minha vida. Foi de uma maneira inesperada e acabou da mesma forma. Não sei se acontece com vocês, mas acho que amores de nossas vidas deixam rastros demais, além do que queremos e podemos. E é nesses rastros que nos apegamos e muitas vezes nos boicotamos quando não deixamos que eles se apaguem com o tempo.

O suposto amor da minha vida é um homem bom. É inteligente, gosta de boa música, é engraçado. Nos demos muito bem enquanto estava tudo bem. Mas nos primeiros obstáculos o amor da minha vida virou o problema da minha vida. Sei que foi recíproco. “Seus mistérios me perturbam e minha clareza o ofusca.” Enquanto ele tentava fazer o melhor que podia, eu tentava fazer o melhor que podia, mas o meu melhor era diferente do dele. Não menos ou mais importante, mas diferente. Eu me irritava com suas atitudes omissas e ele com minhas palavras desmedidas. Não sabia o que se passava com ele e ele sabia de mim mais do que deveria ou que queria saber.

Terminamos de uma maneira nada agradável. Eu e o suposto amor da minha vida não temos idas e vindas, só chegada e partida. Não sei se teremos volta. Só que acreditei que seria para toda vida. Nem sei se estava enganada, pois afinal não tenho como prever o destino, mas sei que agora não há espaço para ele em minha vida e eu não faço mais parte dos seus planos. É difícil admitir, mas é verdade. Não digo que não possa ser ele, nunca disse. Mas, e se não for? Por isso também digo que não posso esperá-lo. Se for, será em outras circunstâncias, em outro dia, em outro lugar. Confesso que já passou pela minha cabeça a idéia de esperá-lo. Esperar o dia em que ele acordasse, mudasse radicalmente e percebesse que realmente quer que seja pra sempre.
Não posso deixá-lo ocupar o lugar de amor da minha vida, pois esse lugar tem que estar reservado para o meu amor para toda vida. O amor para toda vida talvez seja o homem que, no fundo, todas nós esperamos. Ele terá qualidades que gostamos, defeitos, mas principalmente, fará com que nos sintamos seguras. Então de forma alguma poderia interditar o lugar de amor da minha vida, para construir uma casa de ilusões que não tem base para ser sustentada. Não posso deixar que meu amor para toda vida bata e encontre o lugar para se aconchegar ocupado pelo amor da minha vida. E se no fim de tudo eu me der conta que o suposto amor da minha vida, é quem vai ocupar esse lugar, não será eu que o direi. Ele encontrará o caminho sozinho. Enquanto isso, o lugar de amor da minha vida estará vago, a procura de alguém que o preencha de maneira definitiva.

A verdade é que continuo gostando do seu jeito, acho que ele me admira, mas não conseguimos ficar meia hora sem discutir, sobre a crise americana, a alta do dólar, tudo é motivo. Somos diferentes, traçamos caminhos diferentes, e não há nada que possa nos unir pelo menos por agora. E apesar de toda minha convicção, tento fazer com que aos poucos meu coração entenda e aceite isso."

(Maitê Proença - Texto adaptado)


Maitê está certíssima. Chega uma hora em que temos que dar basta ao amor de nossas vidas. Chega de ficar achando que se não terminássemos, se não discutíssemos, se não houvesse distância em todos os aspectos poderia ser diferente, poderia ser o nosso amor para toda a vida. Não poderia, e é justamente por isso que não dá certo.
Nessa hora temos que sacudir a poeira e seguir em frente, sem olhar para trás! Não querer mais saber sobre a pessoa, sobre sua opinião e sobre o que sente. Querer saber de si mesmo. Querer cuidar do seu lugar, e quero enchê-lo de flores. Querer sorrisos e calmarias. Querer alguém que te queira tanto quanto você, e que nunca queira partir. Querer o seu amor para toda vida no lugar do amor da sua vida.

7 de maio de 2009

Os Nomes dos Meus Filhos

Não, eu não estou grávida!
Não, eu também não tenho filhos!
Mas outro dia eu conheci uma mulher que estava me contando sobre a vida dela e sobre os seus filhos, e então ela me revelou os nomes dos seus quatro meninos: Wellington, Wesleyton, Washington e Willerson. Cá pra nós, quanta falta de criatividade! Mas... gosto é gosto e não se discute! Não questiono os nomes em si, mas sim a similaridade sonora. Detesto isso. Sempre detestei! Na minha casa eu já não acho tão legal, e olha que lá é só a terminação “ana" que é repetida, e só por duas vezes: Juliana e Giovana. Agora começar os nomes de quatro filhos com a mesma letra, e terminar com a mesma formação, como “on” no exemplo citado, acho que é um pouco de falta de bom senso. Isso é a minha opinião, claro!

Tenho pensado muito nos possíveis nomes dos meus prováveis filhos. E por isso ando reparando nos nomes que ouço por aí. Não sei explicar o porquê dessa minha “preocupação” repentina. Vai ver é o meu inconsciente que está sendo cutucado pelo relógio biológico, pois já estou na idade onde a curva da fertilidade se encontra em declínio.

Andei pesquisando na internet e encontrei algumas matérias sobre nomes estranhos que foram encontrados registrados em cartórios de todo o Brasil. A lista é infinita e de doer qualquer bom ouvido de pessoa de bom gosto. Como alguns poucos exemplos, cito Adalgamir, Clarisbadeu, Darcília, Heubler, Lynildes, Reymar, Katrine. Sem comentários!

Outra mania que algumas pessoas tem é de inventar nomes compostos. Alguns nomes compostos são tradicionais, como Ana Paula e Luiz Otávio. Outros, nem tanto, mas acabam combinando quanto ao aspecto sonoro, como João Marcelo, Maria Laura e Luiz Oswaldo. Mas tem gente que tem mania de inventar moda demais, e os pobres coitados dos filhos que padecerão pela vida afora. Tive uma colega de trabalho que queria colocar o nome na filha de Maísa. Só que o marido dela queria que a rebenta se chamasse Carolina. Adivinha? Bingo! A menina veio ao mundo, linda, mas com um nome que não se pode dizer o mesmo: Maísa Carolina. Há outros do tipo, como Paula Jéssica, Carla Emanuele, Paulo Rodrigo ou Luiz Eustáquio.

Mas como já comentei, gosto é algo bem particular, e quando as pessoas me falam os nomes escolhidos para os filhos, eu elogio, se gosto, ou não faço comentário algum, se não me agrada. Palpites, só se me pedirem.

Discorri sobre nomes só para dizer que já há algum tempo tenho pré escolhido (se é que existe esse termo), os nomes dos filhos que eu ainda sonho e pretendo ter. Claro que ainda vai pesar a escolha do marido, se este houver, porque vai saber, não é mesmo? A essa altura do campeonato, não descarto a possibilidade de uma produção independente (por vias normais ou fertilização) ou de uma adoção. Depois dos 35 e sem uma relação séria engatada, há que se considerar todas as possibilidades. Mas essa opção não seria a ideal. Sou meio Amélia, sinto que nasci, apesar de estarmos no século XXI, para ser também “do lar”. Acredito e valorizo a instituição casamento, e sempre sonhei em ter o meu maridinho, com a nossa casinha e os nossos filhinhos para cuidarmos. Utopia? Penso que não... Ainda acredito que possa acontecer. Ainda tenho uns quatro anos pela frente para me decidir sobre isso.

Mas... gente do céu! Dei tantas voltas só para dizer que há dois nomes que tenho vontade de colocar nos meus filhos, se um dia eu os tiver. Detalhe: Papai do Céu bem que podia me abençoar com gêmeos, um casal! Eu ia amar! E olha que há essa possibilidade, já que meu pai tem irmãos gêmeos, ou seja, minha avó teve, meu pai não, e eu, como a tendência é saltar uma geração, posso vir a ter. Amém! Ok, vou contar os nomes escolhidos. Você pode até não gostar, é seu direito, gosto é gosto, lembra? Por isso mesmo eu não ligo se você criticar a minha escolha. Está tudo certo de qualquer maneira. O nome da menina seria Manuela, que seria chamada de Manu, apelido que eu acho super lindo de se ouvir! E o nome do menino seria um nome mais incomum, mas que eu considero ter um apelido char-mo-zér-ri-mo! Principalmente considerando a pessoa já adulta: Gregório! Quer coisa mais charmosa do que um rapaz sendo chamado de Greg?? Adoro a sonoridade de “Greg”!! Adoro demais!

Eu já passei por várias escolhas diferentes para os nomes dos meus filhos, ao longo da vida. Quando se namora, e se brinca com o namorado de escolher os nomes dos herdeiros, em cada fase da vida, com cada namorado, você pode escolher um ou outro nome. Mas Manuela e Gregório eu sinto que serão realmente os nomes dos meus filhos. Talvez porque eu tenha escolhido sozinha, depois de muito analisar nomes, sem palpite de homem nenhum, e em um momento de maturidade biológica... Rs...

Estão aí os nomes! Se alguém gostou, e, principalmente, se alguma prima ou amiga gostou, tudo bem, pode colocar nos seus filhos também. Mas se vocês tiverem a prole antes de mim, só não vai valer dizer que eu imitei vocês! Está aí o texto publicado, como prova a meu favor! E viva a liberdade de escolha!
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P.S: Gosto muito também de Cecília, que acaba virando Ciça. Gracinha tb.... :)
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E como o assunto tem tudo a ver, desejo a todas as MÃES, e principalmente à minha, um DIA DAS MÃES especial ao lado de nós, os filhos. Que vocês sejam sempre essas critauras quase sobrenaturais, que adivinham tudo que se passa com a gente, tudo que a gente sente, e são sempre capazes de viver uma vida em função da nossa felicidade! Sem reclamar! Mãe é pura doação! Parabéns pelo dia de vocês!

5 de maio de 2009

Gripe Suína não!!!!

A reportagem da revista Época dessa semana é boa e esclarecedora. Precisamos realmente ficar atentos ao avanço da doença e à maneira de nos precavermos quanto à sua contaminação. Mas, cuidado! Escrevi um e-mail para a redação da revista no sentido de chamar a atenção da mesma para a infeliz escolha do título da capa. É inconcebível que uma revista do porte de Época ainda publique notícia sobre o vírus da gripe que circula atualmente, e que teve seu início no México, como sendo GRIPE SUÍNA.
A própria OMS alterou a denominação para Influenza A (H1N1), de maneira a não prejudicar a indústria de produtores e exportadores de carne suína, a qual, caso seja consumida, em nada contribui para a transmissão do vírus da gripe.

Infeliz também foi a idéia da ilustração com um porco. O animal apenas foi um meio utilizado por três vírus diferentes para formar uma nova cepa de um vírus nunca visto antes. O novo vírus da gripe contém material genético típico de vírus humanos, aviários e suínos, incluindo elementos de vírus suínos europeus e asiáticos. Essa nova cepa não tem infectado porcos e nunca foi vista nos mesmos. A ameaça é a transmissão de pessoa a pessoa. Que os leigos falem em gripe suína, é aceitável. Mas um importante veículo de comunicação, como Época, não poderia cometer essa falha.

28 de abril de 2009

A Escolha É Delas

As fêmeas de certo tipo de lagarto encontrado na Califórnia, escolhem para procriar os machos maiores e donos dos melhore territórios. Os machos mais fortes vivem em territórios com mais rochas, que proporcionam melhores esconderijos para se esconderem dos predadores e também mais possibilidades para se aquecerem ao sol, “lagarteando” em cima das rochas, ou para se resfriarem à sombra atrás das pilhas de pedras. Pedras lisas para tomar sol, com boa visão do terreno à volta, boa sombra e um macho vistoso tomando conta, são irresistíveis para as fêmeas. Espertinhas, heim?! Cobras, principais predadores dos lagartos, aparecem mais nos terrenos piores, onde estão os lagartos menores e mais fracos.
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Cientistas ingleses desocupados descobriram que é a fêmea do camundongo que escolhe o macho. A escolha se dá a partir do cheiro dele. Através do odor dos possíveis parceiros, a camundonga consegue analisar qual deles é geneticamente privilegiado. Tudo ótimo. O problema é se um dia as camundongas evoluírem, passando a escolher pelo cheiro do dinheiro, cartão de crédito ou carro importado.

O galo-da-serra é um pássaro do norte e noroeste da América do Sul. Vive sob as árvores altas, perto dos rios, e deixa este território somente na época da procriação, para encontrar seu par. O ritual para a escolha dos pares é um espetáculo extraordinário. Os galos-da-serra, ajudados pelas fêmeas, preparam um círculo de dança, limpando uma superfície plana que vai servir de palco. Em seguida, os machos vão se empoleirar nas árvores ao redor, enquanto as fêmeas agrupam-se em torno do palco. De repente um dos machos voa para o chão e executa uma dança estranha: abre as asas e vira a cabeça de um lado para o outro, bate os pés com força no chão e pula para cima e para baixo. Quando está exausto, dá um grito característico, realiza a cena mais uma vez e volta ao galho. Um outro galo-da-serra toma o seu lugar no palco e o espetáculo continua até que todos os machos do bando tenham se apresentado. Quando termina a exibição, cada fêmea escolhe o companheiro pela dança que mais lhe agradou.

Processo parecido ocorre com o Marreco de olhos Dourados. A fêmea escolhe o macho que mais balança o pescoço no ritual da paquera.

Em várias espécies de aves o macho é escolhido pelo ninho que constrói, pela cor da plumagem ou pelo canto.

Nos anfíbios, o objetivo do coaxar é atrair um parceiro para o acasalamento. Somente os machos coaxam - as fêmeas são mudas (acho que os machos humanos adorariam isso na nossa espécie). Algumas espécies apresentam dois coaxares diferentes: um nupcial para atrair uma fêmea; outro para advertir um macho rival, no caso dele estar muito próximo. A fêmea escolhe o macho que coaxa mais forte e mais intensamente.

Resumindo, por mais que os machos lutem entre si, quem de fato faz a escolha na maioria das vezes é a fêmea. Com a raça humana também é assim: a mulher sempre escolhe. O homem sempre é escolhido. Aliás, mulher adora esse verbo: "escolher". Mulher e seletividade são duas coisas muito próximas. A mulher quando quer "ser escolhida", cortejada, ela própria cria as condições necessárias. Mulheres adoram as palavras. Então, quando a mulher gosta do camarada, ela o presenteia com diálogos, quer seja com a boca, quer seja com os olhos. Em determinadas circunstâncias, pode haver jogos, estratégias femininas, onde o homem não percebe isso. E normalmente, quando o sujeito se vê envolvido pelo interagir verbalmente feminino, ele foi o escolhido. E, definitivamente, não escolheu.

É assim que funciona, rapaziada! Está aí a ciência que não me deixa mentir!

19 de março de 2009

Bolo Indigesto

Combinei de sair com um amigo que já conheço há quase um ano. Já almoçamos muitas vezes, e ele é um amigo querido, mas sempre ficaram uns assuntos nas entrelinhas. Se é que você me entende... Rs... Ele combinou de me pegar às 18h, logo depois do serviço.

No meio da tarde, ele mandou um torpedo dizendo que iria à Lavras, visitar um cliente. Como já eram 15h, talvez ele fosse se atrasar. Prometeu me ligar antes das 18h. Deu 18h, 18h30, 18h45... e eu, boba, fiquei esperando por um sinal de fumaça. É que nessas horas a gente pensa: "a reunião deve ter atrasado", "o trânsito deve estar ruim", "se ele não ligou desmarcando é porque ainda deve vir" etc. Quanta inocência, pra não dizer burrice...

Puta, eu enviei um torpedo: "E aí?". E ele nada. Depois de uns 10 minutos enviei outro: "Não acredito que você não vai dar sinal de vida e me deixar esperando sem notícias. Isso não combina com você. Ainda estou no escritório". E ele... nada. Eu liguei. Ele não atendeu. E logo depois mandou um torpedo dizendo que estava na estrada. Como achei a resposta meio evasiva, respondi: "Mas você vem me encontrar ainda?"

Já passava das 19h e ele respondeu: "acho que vou chegar mais tarde. Pode ir pra casa que eu te ligo e te pego lá". Fiquei PUTA da vida, mas fui embora, sabendo que ele não ia ligar. E não ligou mesmo!!

Poxa, por que os homens (claro, não vou generalizar) adoram dar o bolo nas mulheres? E olha que no meu caso foi o mocinho que ligou querendo sair. Ele podia ter todos os motivos do mundo para ter desistido do encontro, mas custava desmarcar? Ligar e dizer que não ia dar pra encontrar mais? Eu poderia até ficar chateada, mas pelo menos não ia ficar esperando que nem uma trouxa! O pior é que eu o adoro, sempre nos demos bem, ele sempre se mostrou carinhoso, sempre me ouviu, deu conselhos... um amigão. Eu fiquei decepcionadíssima. Deixar alguém esperando sem dar notícias, dar bolo nas pessoas, poxa, eu considero o cúmulo da cafajestice, falta de respeito e falta de consideração! Total falta de cavalheirismo!! E posso confessar? Foi o segundo bolo que levei no último ano! Todos dessa mesma maneira, eu esperando no escritório, e os palhaços (ou será eu a palhaça?) nem aí pra mim. Isso é típico de homem escroto!

Desabafando com uns amigos, eles me deram alguns conselhos:

Nº 1: Quer evitar a espera? Se o cara valer a pena, mande o machismo para o quinto dos infernos e tome as rédeas da situação. Como? Simples: use o seu olhar (ou voz) mais charmoso e diga ao pretendente "eu pego você às 20h. Esteja pronto, porque eu detesto esperar". O vagabundo vai sentir que está diante de uma mulher de atitude. Homem é um bicho que se sente instigado por fêmeas dominadoras. Se o cara não tiver bala na agulha, vai tirar o time de campo.

Nº 2: Primeiro mole que uma mulher não pode dar – A coisa está feia em BH. A explosão demográfica feminina é astronômica e a mão-de-obra masculina não está conseguindo administrar tamanha oferta. Mas, ainda assim valorize o seu passe. Por mais irritante que seja tomar um bolo (ou dois), não acuse o golpe. Morda-se de raiva, mas mantenha a classe e a superioridade. Não ligue! Certamente o cara vai ficar com a pulga atrás da orelha, achando que você “cagou” por ele não ter aparecido. Quem perdeu foi ele.
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Nº 3: Segundo mole que uma mulher não pode dar – Essa história teve torpedos demais. Parecia uma batalha do Pacífico em plena Segunda Guerra Mundial. Bastava um: "querido, deu mole. Você não sabe o que perdeu".
O furão não iria dormir direito por semanas!
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Nº 4: Terceiro mole que uma mulher não pode dar – Não tem essa de pretendente a amigo colorido ser carinhoso, sempre te ouvir, dar conselhos... Isso aí está mais para ser o seu pai, o seu padre ou o seu terapeuta. E que história é essa de "amigão"? Tem que separar as paradas: amigo é amigo, homem com pegada é homem com pegada.

Nº 5: NUNCA ligue cobrando. Se o cara marcou às 18h, ele sabe disso. Então dê um limite de atraso; tipo 30 minutos. Se ele não aparecer e nem ligar nesse tempo, já era! Assuma o bolo.

Nº 6: Tenha sempre um plano B. Deixe pré-marcado um jantarzinho com uma amiga, se informe sobre alguma festa ou show, algo do tipo. Se passar aqueles 30 minutos de espera, vá para esse outro lugar. Se o cara ligar depois de 1 hora você irá atendê-lo lá no meio do barulho (vc pode até não estar em nenhum lugar, mas vá para o meio da rua, rs) e falar "ah, poxa, vc não ligou antes, eu achei que tinha furado, aí resolvi sair com uns amigos", e JAMAIS fale para ele ir te encontrar. No máximo sugira que ele ligue no dia seguinte para vocês marcarem outro dia. Dê um boa noite bem meigo, e fim.Sempre dá certo porque você vai fazer algo divertido e no fim da noite mal vai se lembrar daquele palhaço.

No mais, fique tranqüila. Essas cacetadas só te fortalecem!

10 de fevereiro de 2009

Canalha x Cafajeste

Muitas mulheres confundem um homem canalha com um homem cafajeste . Por isso resolvi colocar uma lista de diferenças entre os dois seres:

1-) O canalha transa com uma garota e sai contando pra todos os seus amigos pra tirar vantagem e descarta ela da sua lista. O cafajeste transa, conta só pra seus amigos mais chegados, mas mantém contato com a garota. Afinal ele pode precisar dos seus favores quando tiver na seca.
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2-) O canalha sai beijando todas que ve pela frente na balada. É muito legal ficar disputando com os amigos quem beija mais (afinal seu cérebro parou de se desenvolver aos 14 anos de idade). O cafajeste escolhe uma só, a mais interessante. Fica com ela a noite toda, troca até contatos, por que se não sair do lugar pra transar com ela, vai transar num outro dia.

3-) O canalha não sabe tratar bem uma mulher. É grosso, mal-educado, destrata pessoas humildes ou empregados como prova de superioridade. O cafajeste sabe quando e que intensidade agradar. Compra chocolate, bichinhos-bonitinhos-de-pelúcia e leva a restaurantes finos, com o único objetivo de fazer a mulher se sentir valorizada e assim alcançar seu objetivo, sexo.

4-) O canalha é burro. Seu senso crítico limita-se a análise do gol mais bonito da semana ou de qual a mais gostosa do Big Brother. O cafajeste sabe se virar em qualquer assunto, se é necessário discutir sobre a moda da estação na frente de mulheres ele vira um estilista, se a garota é fã de Chopin ele se torna um frequentador de concertos, etc.

5-) O canalha adora aparecer. Estufa o peito na frente das mulheres, faz piadas prontas, é o amigão de todo mundo e só sabe contar vantagem. O cafajeste não precisa de auto-promoção, o boca a boca é feito pelas próprias pessoas que estão ao seu redor. Ele se adapta ao ambiente mudando sua personalidade de acordo com a ocasião. Ou seja, um é pavão o outro camaleão.

6-) O canalha mente. O cafajeste omite.
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7-) O canalha não sabe elogiar (ou xavecar, como se diz em sampa). Quando o faz é tão ruim que se torna uma cantada de pião, “uau, que gata!”, “que delicia”, “o la em casa”. O cafajeste sabe elogiar os pontos-chaves da mulher, “nossa, lindo o seu cabelo”, “que sorriso”, “você emagreceu?”.

8 -) O canalha não sabe cuidar de mais de uma mulher. Acaba confundindo nomes, esquece de ligar pra uma, dá mais atenção pra outra, deixa pistas, etc. O cafajeste sabe tratar todas por igual, quando não está afim de sair com uma ele liga ou manda um sms “bonitinho” pra não perder contato. E mesmo que a mulher saiba que ele é um cafajeste, ele a faz crer que é especial e que pode rolar algo sério.

9-) O canalha deixa pista. Seu scrapbook é lotado de recadinhos de mulheres, no subtitle do seu msn ele cita nomes de mulheres, seu celular está cheio de mensagens comprometedoras e sua mãe sempre entrega o jogo (”o x saiu com uma amiga”). O cafajeste apaga todas as pistas, seu scrapbook é apagado diariamente, o msn tem nicks abrangentes que podem ser adaptados pra qualquer uma (”Que saudades de você”), o celular nunca tem mensagens, e sua mãe é grande aliada pois ele sempre diz pra ela que foi na casa de um amigo.

10-) Canalha é substantivo, cafajeste adjetivo.
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22 de janeiro de 2009

Quer Amor Retribuído? Tenha um Cão!

(Kika - Poodle - 12 anos e 4 meses)
Li e assisti “Marley e Eu” e me emocionei à beça!
O autor
John Grogan teve a felicidade de não só contar, com humor e emoção, a sua vida ao lado do seu cão, como também foi capaz de transmitir aos leitores e expectadores todo o prazeroso aprendizado do que é ter um cão, mesmo um cão meio debilóide e bagunceiro.
Se você tem se sentido triste e sozinho ou sem motivação para viver, saiba que um cãozinho, ou outro bicho de estimação, pode perfeitamente ajudá-lo a ter uma vida mais alegre, compartilhada e descomprometida.
Vários estudos científicos comprovam que a convivência com animais é parte importante para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. As maiores beneficiadas são as crianças, as pessoas da terceira idade, ou aquelas com problemas de saúde, favorecendo até mesmo no controle da pressão arterial e nível de colesterol. Pesquisas médicas têm concluído que donos de animais queixam-se menos de pequenos problemas de saúde e requerem uma menor indicação de medicamentos.

O relacionamento e o responsabilizar-se por um animal de estimação pode, ainda, reduzir sentimentos de depressão, solidão e ansiedade, uma vez que a pessoa passa a se relacionar com um ser nada crítico ou exigente, e que só depende de alguns cuidados. Sentindo-se necessária e aceita, isto favorecerá a interação desta pessoa com outros aspectos do cotidiano.
A Terapia Assistida por Animais é considerada um novo ramo da ciência. Já existe funcionando, no Japão, um curso pioneiro de pós-graduação, com especialização neste assunto.

As minhas cadelas representam bagunça, ração espalhada pelo chão, custos com remédios e vacinas, gastos com banho e tosa, despesas com comidas, algumas paredes arranhadas, dificuldade de escutar a TV quando elas latem, mas obviamente o lado bom é o mais significativo! Elas representam também alegria, companheirismo, lealdade, amor incondicional, companhia para os passeios matinais na pracinha do bairro, carinho e além disso, servem de sinal para possíveis intrusos.

Como não me derreter quando chego do trabalho, e lá estão as duas a me esperar, de rabinhos abanando, olhinhos vivos, gemidos de tanta euforia, tudo para me dar um “oi”?

Como ficar alheia ao gesto delas se deitarem sempre aos meus pés, como que se elas mesmas oferecessem companhia, onde quer que eu esteja e mesmo sem que eu as tenha chamado?

Como ser indiferente ao deitar de costas delas, patinhas se movimentando para cima, como se estivessem pedindo: ei, faça um carinho na minha barriga?

Como me esquecer das vezes em que estive triste, quieta no meu canto, deitada na minha cama, e que elas se aproximaram e deixaram de lado o modo de ser espevitado para se juntarem à minha melancolia, num gesto de apoio sincero?


(Mel - Fox Paulistinha - 5 anos)
Esses seres são incríveis e despretensiosos! Conseguem ser amigos e fiéis por muito pouco em troca, se é que carinho e atenção podem ser considerados pouca coisa...
Muitas pessoas falam com seus cachorros. Elas discutem o que está acontecendo em suas vidas, suas alegrias e tristezas, até problemas que estejam tendo no trabalho ou na escola. Os cachorros respondem? Ainda não, mas fazem algo melhor: ouvem. Diferentemente das pessoas, os cachorros ouvem tudo o que temos a dizer. Eles não se distraem com a TV, o carinha bonito da mesa do lado ou coisas que tenham para fazer no dia seguinte. Os cachorros têm um ouvido maravilhoso - algo que deveríamos aprender com eles.

Se você quer ter uma vida longa com poucas idas ao médico, eis algumas dicas: coma direito, faça exercícios, tenha um cão. Numerosos estudos mostraram que donos de cachorros têm pressão e colesterol mais baixos, e menos problemas de saúde em geral. Pacientes coronarianos que tenham cachorros têm muito menor probabilidade de morrer em um ano de hospitalização do que aqueles que não têm cachorros.

Um cachorro é o melhor tipo de "quebra-gelo". Ele não tem nada contra encontrar estranhos (cachorros ou pessoas) e dizer "olá". Pessoas têm uma maior probabilidade de parar e conversar quando você tem um cachorro. Se elas têm um cachorro também, é um laço instantâneo. Muitos casais felizes contam histórias de como seus cachorros os uniram. Que outra forma melhor de conhecer um pretendente? Os cachorros são famosos pela sua habilidade em julgar o caráter.

Chateado com a vida? Precisando perder alguns quilinhos? Um cachorro é um perfeito motivador. Não importa o tipo de cachorro que você tenha, de um pequeno Chihuauha a um grande Mastiff, há um tipo de atividade ou competição no qual você pode se envolver. Com um cachorro, você pode se inscrever em concursos e competições. Você pode ir a aulas de treinamento e jogos de Frisbee. Ou simplesmente, você pode passear ou correr em volta do quarteirão. Um cachorro coloca você no mundo.

Não importa se vocês dois estão no sofá vendo TV, ou viajando de carro, um cachorro sempre está lá. Ele não precisa conversar sobre o seriado na TV, nem ficar lembrando você durante 100Km sobre a entrada errada que você pegou na estrada. Seu cachorro fica feliz simplesmente por estar ao seu lado.


(Kika e Mel, em um raro momento de fraternidade.)

A maior qualidade de um cachorro é a enorme capacidade de dar amor. A enorme capacidade de observação de um cachorro conta para ele quando estamos felizes e quando estamos tristes. E quando estamos tristes, um cachorro tenta de todos os jeitos nos deixar felizes. Os cachorros não ligam para como somos fisicamente, quanto dinheiro temos e que tipo de casa vivemos. A única coisa que importa é sabermos dividir a vida com eles.

E lembre-se: um animal vive em média 15 anos. Ele não pediu para ir para a sua casa. Seja responsável, e tenha em mente a certeza de que ele nunca deverá ser abandonado por você! Pelo elo de amor, principalmente, mas também pela responsabilidade social que você exerce na sua comunidade!

"O maior amor do mundo é o de Mãe; depois o de um Cão; e por último, o do Namorado." (Ditado Popular)


* Uma homenagem às minhas lindinhas, Kika e Mel.

19 de janeiro de 2009

Joguei Tanta Coisa Fora...

Eu hoje esvaziei armários, HD's e esperanças vãs...
Apaguei números de telefone, fotos, mensagens de celular, mensagens de msn, e-mails, textos e paisagens vistas pelos seus olhos.
Joguei fora, principalmente, toda e qualquer vontade de saber de ti.
A casa realmente fica bem melhor assim... A minha, pelo menos. A sua já não é mais problema meu.

(Carla Macondo - Texto Adaptado)

31 de dezembro de 2008

Dezembro

Dezembro é o mês que eu mais gosto! Não somente por ser o meu mês, mas também pelo Natal e pelo Ano Novo.
Esse mês acaba se tornando o mês do planejamento. É o momento de renovar as esperanças, acreditar que os dias serão melhores, fazer a sua lista de metas para o ano seguinte. É tempo de desejar e pedir prosperidade, como se não fosse só mais um dia após o outro. É igual, mas é diferente. É um dia após o outro, como hoje veio depois de ontem, mas criou-se a convenção de que se o ano é novo, novas também são as expectativas. Novos também são os sonhos. Novos também são os desejos. É como se fôssemos começar tudo de novo, partir do zero. É como se fosse... Então, mãos à obra. No dia 31, vista-se de branco para atrair paz, de amarelo para o dinheiro, vermelho para o amor. E torça para que QUASE todos os seus pedidos se realizem, porque se forem todos, não tem graça, e não sobra nada para pedir em 2010!

Todavia, parece igualmente excitante a idéia de mergulhar de olhos fechados num mar desconhecido. Não saber o que nos espera e o que esperamos de tudo. Talvez bom mesmo seja o não esperar. E dar à virada de ano um requinte de aventura, com a garantia de um tantinho a mais de equilíbrio. Afinal, se a vida programada, metódica e linear causa desgosto nos mais inquietos, deixar os segredinhos dessa vida mundana nas mãos da Providência pode ser o motivo maior do sorriso na hora do champanhe. Dezembro é, portanto, espumante!
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"Se você obedecer a todas as regras, pode ser que você não aproveite toda a diversão da vida."
Em 2009, ouse e atreva-se!!

E Não Viveram Felizes para Sempre

Assistir a filmes infantis tem seus encantos, quando não se processa a típica lavagem cerebral causada por músicas-chiclete (quem tem filhos pequenos sabe o que é passar o dia com notas musicais de Patati e Patatá, Moranguinho e Cocoricó na caixola). Melhor ainda quando você se identifica com um dos personagens, a ponto de até torcer por um final feliz, quando sempre espera que ele não aconteça, como no cinema adulto e agradavelmente ranzinza.

Não deixe que seus filhos, sobrinhos, etc, leiam ou vejam típicos contos de fada, nos quais nem maçãs envenenadas, nem terríveis maldições são capazes de impedir o "felizes para sempre". Onde sempre aparece uma princesa que faz o príncipe se apaixonar e voltar a acreditar no amor eterno.

Apesar das risadas, tente evitar que as crianças assistam aos filmes melosos como Cinderela, Bela Adormecida e A Pequena Sereia. Pois cheguei à conclusão de que boa parte dos problemas femininos vêm dessa crença no príncipe salvador, de cavalo branco. Esta aí a causa da desilusão feminina com os seres do sexo oposto. As meninas crescem acreditando que os meninos vão salvá-las do perigo, de bruxas, lobos e situações horrendas em geral. Têm certeza, desde menininhas, que eles são gentis, cultos, sensíveis e - o pior - sedentos por compromisso (casar e ser feliz para sempre).

Quando descobrem, com a chegada da puberdade, que na verdade os homens são os próprios lobos e vilões dos contos de fada da vida real, experimentam a terrível desilusão. É bom que saibam logo onde vão pisar. Além do tapete vermelho e da grama suave, seus pezinhos podem não estar protegidos pelo sapatinho de cristal. Homens são reais; finais não são sempre felizes; e achar que a felicidade está somente em viver ao lado de um cara, pode transformar a história numa tragédia.


(Renata Sá Carneiro Leão) - texto adaptado

24 de dezembro de 2008

Paz em seu coração

Final de 2008! Todo fim é um convite à reflexão. Pensamos sobre as conquistas, as decepções, as alegrias, tristezas, realizações, enfim, fazemos uma análise do que fizemos e, principalmente, do que não fizemos. Somado ao Natal que por si só simboliza renascimento, ou seja, mudar e renascer para uma nova vida.

O convite à reflexão é positivo porque faz pensar, mas esse pensar muitas vezes traz recordações, lembranças e saudades, principalmente, para aqueles que estão longe de quem amam ou por terem perdido alguém significativo. A vontade de rever, de abraçar, de conversar, de estar junto se faz presente e a saudade chega a doer. Nesse momento, devemos lembrar que o amor verdadeiro não separa, não morre, mas sobrepõe-se a qualquer outro sentimento e para sempre permanece vivo.

Nesta época, em geral, cada ser busca ocupar seu tempo com tudo e todos, menos consigo mesmo. Por ser uma época que sugere a introspecção, muitos se sobrecarregam com as compras, como forma de fugir, inconscientemente, do que sentem. São os presentes, os enfeites, a decoração, as comidas, bebidas, roupas, mas... e os sentimentos? Ficam de lado como se não existissem? Por que olhar só para fora? Será que olhar para fora e se ocupar com o externo protege e impede a tristeza? E quem disse que temos que estar feliz nessas ocasiões? Por exemplo, a tradição da troca de presentes perdeu o sentido real. Esse é um ato que demonstra, ou deveria demonstrar, generosidade, amor, perdão e união. Hoje, muitas pessoas o fazem por obrigação e hipocrisia. Qual o valor que há nisso? Qual o valor que há em estar com pessoas só porque é Natal, mas que no decorrer do ano nem lembram de você?

As convenções estabelecidas de como se deve passar o Natal tendem a diminuir, permitindo que cada um busque passar essa data de acordo com seus verdadeiros valores e aquilo que pede seu coração. Devemos e merecemos estar felizes, mas como reflexo do que estamos sentindo e não por mera convenção. Não há nada contra presentes, encontros ou ambientes alegres, mas é preciso questionar o verdadeiro sentido, mergulhar mais na profundidade do interior dos próprios sentimentos, proporcionando assim verdadeiros encontros.

Por que nessa época do ano todos ficam mais fragilizados e sensíveis e para a maioria é uma época de muita nostalgia? O Natal por si só nos remete à infância, mesmo aqueles que não tiveram uma infância feliz, esperavam ansiosos pelo velhinho de barbas brancas e roupa vermelha. Era uma época em que se ganhava (ou não) presente, havia (ou não) festas, alegria, pessoas. Havia a magia do sonho. Todos se encontravam para festejar. Com o tempo, as pessoas vão se afastando, indo para outro plano, os caminhos vão se distanciando, os sonhos vão sendo esquecidos, assim, não há mais com quem comemorar, nem o que festejar e aquela alegria sentida vai ficando distante da que um dia existiu.

Não devemos seguir padrões ou fazer festa porque é Natal, devemos sim é estar próximos de quem amamos e, principalmente, de nós mesmos. Devemos é resgatar nossos sonhos, não esperando mais pelo bom velhinho, mas acreditando que cada um de nós é capaz de vencer, de viver, de ser feliz pelo que se é e não pelo que se tem.

Neste Natal e final de ano, substitua a tristeza pela alegria, a saudade pelas boas lembranças, o comodismo pela mudança, os maus tratos pelo cuidado, a agressividade pelo carinho, as lágrimas pelo sorriso, a descrença pela fé e esperança, as brigas pela união, a culpa pelo perdão, o ódio pelo amor. E permita que esses sentimentos positivos perdurem em todos os dias do próximo ano, tornando 2009 um ano totalmente diferente e maravilhoso para você. Assim, não só coloque, mas sinta paz em seu coração!

"Vamos todos fazer nosso sonho se realizar
Ninguém deve passar pela vida sem acontecer
O sol nasce pra todos, ninguém vai ficar sem brilhar
E é por essas e outras que a gente tem que agradecer..."
(Trecho da música "Canção do Terceiro Milênio" – Leonardo)

Celebre o Natal e, acima de tudo, irradie a luz que existe dentro de você em cada dia do novo ano que vai chegar! E se eu pudesse te deixar um presente, deixaria uma semente que começasse a germinar dentro de você e aos poucos fosse contagiando a todos que estão à sua volta. Deixaria uma semente dos mais nobres dos sentimentos... Assim, te deixo uma semente de amor!



FELIZ NATAL E UM 2009 DE PAZ, AMOR, ESPERANÇA E CONQUISTAS!

Beijos,
Juliana.

18 de dezembro de 2008

A Teoria dos Setênios

Dizem que de sete em sete anos a vida da gente muda, toma um novo rumo, entra numa fase diferente da que vínhamos vivendo. São os ciclos de sete anos conhecidos como setênios. Os setênios demonstram como podemos entender os ciclos de vida de uma maneira prática e sábia. O número sete é muito importante na maioria das culturas. Vale lembrar que na bíblia Deus criou o mundo em sete dias; a semana possui sete dias; temos sete astros relacionados ao homem (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno) que são também os sete deuses olímpicos; e são sete os metais (ouro, prata, mercúrio, cobre, ferro, estanho e chumbo).

A teoria do setênio tem como base a Antroposofia – conhecimento desenvolvido pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925) – que diz que a cada sete anos surge algo de novo e importante em nossa vida, que serve como desafio e nos ajuda a crescer. Os setênios vêm marcados por períodos de mudanças, físicas ou emocionais, e muitas vezes desencadeiam a sensação do tipo “o que eu faço da vida”. E vai ver que é por isso que dizem que os casamentos têm as suas crises de sete anos...

* Os três primeiros setênios – 0 a 21 anos – são denominados setênios do corpo. É um período em que o ser humano enfrenta a jornada do amadurecimento físico e formação da personalidade. Os três seguintes – 21 a 42 anos – são denominados setênios da alma. Nesse período, o ser humano já passou por todas as experiências básicas da vida, fazendo várias opções como vida conjugal, trabalho e família. A partir dos 42 anos, estamos prontos para "iniciar" a vida com maturidade, profundidade e espiritualidade. Cada ciclo tem sua importância e especificidade que só será vivida nessa idade, não sendo possível a "repetição" de anos. Afinal, fazemos 8 anos, por exemplo, só uma vez na vida.
Idéias que definem os setênios
0 a 7 anos – O ninho. Interação entre o individual e o hereditário
7 a 14 anos – incentivos e valores
14 a 21 anos – puberdade /adolescência - crise de identidade
21 a 28 anos – experimentar limites
28 a 35 anos - fase organizacional
35 a 42 anos – crise de autenticidade
42 a 49 anos – altruísmo X querer manter a fase expansiva
49 a 56 anos - “ouvir o mundo”
56 a 63 anos (e adiante) – abnegação / sabedoria

Eu já havia ouvido falar nessa teoria há muitos anos atrás mas só agora parei para pensar nos meus setênios. Pare você para pensar nos seus... Pode ser que você descubra que realmente essa idéia dos ciclos de sete anos faz sentido. Pode ser também que você ache que descobriu os marcos dos seus ciclos simplesmente porque ficou sugestionado pela teoria de Rudolf Steiner. Mas pode ser interessante relembrar cada fase de sete anos que você já viveu...

Não que eu seja velha, mas... já estou iniciando o meu 6º ciclo! E talvez por conta disso eu não consiga mais me lembrar de algo significativo sobre os meus dois primeiros ciclos de sete anos. Só sei que fui uma criança alegre e tive uma infância feliz e amorosa. E que tive uma pré-adolescência tranquila, de brincadeiras na rua e inocência que hoje eu considero que foi exagerada! Rs...

Os meus 14 anos foram marcados pelos amores platônicos e pelo grau máximo da minha timidez que fez com certeza com que eu perdesse ótimas oportunidades na vida. Aquele foi um período marcante dentro dos sete anos do ciclo de 8 a 14. Lembro-me que foi um período chato, por incrível que pareça, e que eu passava as noites dos fins de semana deitada e ouvindo rádio, e pensando na vida. Pensava no menino da escola que não retribuía o meu amor, pensava na grana que meu pai não tinha e que me faria sair da escola particular e ir para uma pública (o que não aconteceu graças ao auxílio dos meus tios, que conseguiram, com um vereador, uma bolsa para eu estudar), pensava na profissão que eu teria que escolher. Foi uma fase de recolhimento.

Aos meus 21 anos eu comecei a trabalhar. Está aí uma mudança radical na vida, e que pode representar uma significativa guinada dentro do ciclo dos 15 ao 21 anos. Você se torna outra pessoa quando sai de casa para trabalhar e sai de debaixo das asas dos pais. Comecei a ter o meu próprio dinheiro, a fazer escolhas, a ter responsabilidades, a ser vista com mais respeito. Pegando carona na virada desse ciclo, pertinho dos 22 anos, aos 23, eu entrei pra faculdade. E foi nesse ciclo que eu fiz as primeiras descobertas como mulher... Foi uma fase de amadurecimento.

Com 28 anos, iniciando o meu 5º ciclo, eu passei pela primeira grande decepção amorosa, o término de um noivado. Estabeleci-me profissionalmente me firmando na empresa em que tinha começado a trabalhar como estagiária. Esse ciclo não foi bom para mim quanto ao aspecto amoroso: não namorei sério e vivi muitas dores de cotovelo. Foi uma fase de organização das idéias, buscando identificar o que realmente daria sentido à minha vida.

Aos 35 anos eu me descobri de verdade. Comecei a ter plena consciência do que eu quero para ser feliz, e do que eu posso fazer para ser feliz. O que não depende de mim, hoje, aos 36 anos, eu aceito naturalmente. Nesse ciclo eu estou entendendo que a felicidade vem em fases e que nunca é completa. E aprendo a cultivar a maturidade que brota da reflexão. Aprendo a respeitar o tempo certo das coisas e entendo que em alguns momentos da vida precisamos bater mais de uma vez na mesma porta até que ela se abra. E que se ela não abrir, é porque não era para ser meu o que estava do lado de lá. Aprendo a importância de quatro virtudes: paciência, prudência, persistência e humildade para entender que nem tudo é possível. Aprendo que aceitando os limites, evoluímos como pessoas. E estou aguardando as mudanças nos ciclos que, se Deus quiser, vêm pela frente!

Experimente identificar as descobertas que você fez de sete em sete anos na sua vida. Pode ser que seja coincidência, mas também pode ser que não...

* Samir Rahme: especialista em Antroposofia

21 de novembro de 2008

Há Irmãos... e Irmãos

No dicionário encontramos o seguinte significado da palavra “irmão”:
- aquele que possui mesmo pai ou mesma mãe
, biológico(a) ou adotivo (a); pode-se chamar de irmão também aquele com o qual se tem forte laço de amizade, ou aquele que possui a mesma crença religiosa.

De qualquer forma, falar em irmão é falar de carinho, afinidade, amor, companheirismo, fraternidade, sinceridade, tolerância, afeto, aceitação.
Na vida, podemos nascer tendo irmãos ou podemos escolher irmãos. Temos aquelas pessoinhas que desde pequenas seguem o caminho junto de nós, aprendendo com a gente ou nos ensinando, sem que um nem outro tenha pedido tal companhia. Deus colocou-as ali ao nosso lado, e a vida foi mostrando que aquelas eram pessoas às quais devíamos amar e cuidar. O fato de ter sido Deus o responsável por esses irmãos, faz com que eles sejam um tesouro imensurável. Na grande maioria das vezes é fácil cumprir o ritual dessa caminhada de amor que nos é imposta. Algumas desavenças podem ocorrer mas temos no coração a eterna chama do perdão que sempre a tudo apazígua. A facilidade de perdoar esse tipo de irmão é quase nata. Nos ensinaram desde sempre que é assim que deve ser, e a gente aprendeu a viver isso sem muitos porquês. Esses irmãos, não há como serem evitados, e por esta razão eles nos ensinam efetivamente o significado do “bem conviver”.
Algumas vezes a gente escolhe irmãos, pessoas as quais, sem explicação, cruzam o nosso caminho
de tal maneira marcante, que quando percebemos elas já se tornaram indispensáveis ao nosso viver. Estas, escolhemos com critérios centrados no valor que elas possam trazer dentro si. Para elas confessamos segredos, inseguranças, sonhos, e compartilhamos sucessos, conquistas e alegrias. Muitas vezes esse tipo de irmão se sobressai ao primeiro tipo, e passa a ter um siginificado todo especial na nossa vida.

Irmãos, de um jeito ou de outro, nos fazem aprender a ter responsabilidade, a sermos generosos com os outros, a nos sentirmos úteis e laboriosos. Com irmãos aprendemos a compartilhar, a sermos mais autônomos, resistentes e adaptáveis ao mundo. Ter um irmão, literalmente ou no sentido figurado, é ter a certeza de haver um recanto onde vamos encontrar apoio, amizade e confiança.

12 de novembro de 2008

Natal


Está se aproximando a época do ano que eu mais gosto: o Natal!
Essa é uma data que para mim é muito especial, e pela qual eu ainda sinto o mesmo encanto que eu sentia nos tempos de infância.
Posso fechar os olhos e passear pela memória dos meus Natais... e posso sentir a felicidade de outrora me contagiando. Pura nostalgia...
Meus pais sempre fizeram questão de montar a árvore de Natal, enfeitar a casa com pisca-piscas, programar a festa na casa da minha avó (vovozinha, quanta saudade!), sair com meus irmãos e eu para comprar os presentes, comprar roupas novas para a data, enfim, na minha casa o Natal sempre foi tratado como um acontecimento especial, que é como deve mesmo ser.

Mas o mais mágico de se lembrar se concentra na cartinha para o Papai Noel, que meus pais incentivavam os meus irmãos e eu a escrever.
Meus irmãos eu não sei, mas eu acreditei no bom velhinho – aquele mesmo, de roupa vermelha, barba branquinha, sininho na mão - até por volta dos meus oito anos. Todos os anos eu escrevia a carta, e ficava maravilhada ao receber o presente pedido! Na minha inocência eu nunca percebi como os adultos faziam para colocar o presente do Papai Noel no meio dos outros presentes que já estavam ao redor da árvore, sem que eu percebesse todo o movimento suspeito para tal. Criança é um ser tão lindo e puro... Eu tive, em muitos daqueles anos, a certeza absoluta de ter visto o trenó do Papai Noel no céu, de ter visto o vulto dele, de ter visto a mão dele naquela luva branca me acenando um tchauzinho. Sim, eu vi mesmo!!!! Tudo que a minha imaginação e ingenuidade me permitiram ver naqueles dias natalinos fazem parte das sensações que eu vivi e que me permitiram ser o que eu sou hoje. E a mão do Papai Noel eu vi sim! É que era a mão da minha avó - do lado de fora da janela, no terreiro que era mais baixo que o nível do quarto - me dando um tchau mais que especial. E ela bem sabia que aquele tchau iria fazer diferença na minha vida... Essa fantasia de criança é muito saudável; é o primeiro passo para que possamos ir compreendendo ao longo da vida como podemos transformar um desejo em realidade. Mesmo depois que a infância passa, a magia da época do Natal e a chegada do Papai Noel são fatos que ficam marcados para sempre na memória e que influenciam, inclusive, a educação dos filhos que a gente possivelmente venha a ter.

E essa aura de magia é que começa a formar dentro da gente um sentimento importantíssimo que muita gente perde quando cresce: a esperança.”

Incentivar os filhos a viverem as fantasias da época de criança, vivendo cada etapa de suas vidas, é fundamental para que eles aprendam a vivenciar as transições de maneira saudável, como por exemplo, descobrir, um dia, que o Papai Noel é o seu próprio pai, ou mãe. Os pais são o suporte para essas e outras descobertas, e isso vale para a vida toda! Por isso, relembrar os meus Natais é tão significativo para mim. Me faz confirmar o fato de que meus pais, principalmente, e todos os outros adultos, contribuíram para eu viver a inocência do Natal da maneira mais saudável que pode ser vivida. E foi assim, de maneira saudável, que eu descobri essa invenção de Papai Noel. E descobri que “Papai Noel morava mesmo no céu, de onde vem tudo o que é bom e que a gente vai guardando dentro da gente, como parcas moedas sendo depositadas em cofrinhos da alma. Ele não tinha forma, barba, roupa, letra de forma, sino ou saco de presentes. Ele tinha espírito natalino. E é nisso que eu acredito até hoje.”

“ “ – Trechos extraídos do texto Papai Noel e eu: cartas, de Kandy – Blog Idéias na Janela


"A Felicidade só é real quando é compartilhada."
(Christofer Mccandles)