27 de abril de 2010

Amar é...


Um dos grandes sucessos dos anos 80 voltou há alguns anos atrás. Desde o dia 15 de agosto de 2005 que os "peladinhos" da série Amar é... retornaram às bancas em um novo álbum de figurinhas que marcou a entrada da Editora Emporium de Idéias no segmento. As figurinhas ganharam novo tratamento e as situações mostradas são mais modernas.

Conhecer a pessoa dos sonhos pode ser prejudicial à saúde, pois causa frio na barriga, tremedeira nas pernas e, muitas vezes, um incompreensível ataque de criatividade. Tomados pelos sintomas, os enamorados se tornam imediatamente poetas discutíveis ou cantores de gosto duvidoso. Um desses surtos de talento promovidos pela ''paixonite aguda'' rendeu Amar é..., álbum de figurinhas que conquistou gerações e acabou ganhando nova versão com desenhos inéditos. Os americanos Robert e Kim Casali estavam no auge de seu amor quando criaram o casal de peladinhos. Eles começaram a despejar suas mensagens açucaradas no jornal Los Angeles Times, na década de 70, e logo se tornaram uma febre mundial. Amar é... chegou ao Brasil, e por volta de 1982 se tornou item obrigatório para a felicidade de qualquer menina.



Atualmente, quem desenha os eternos enamorados é o filho do casal, Stefano Casali. Afinal, amar também é... fazer filhos e os inspirá-los.




Fonte: Folha Online





















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Amar é... em horóscopo



22 de abril de 2010

Casamento?


O singelo ritual da cerimônia de casamento há muito ficou para trás. O altar delicadamente decorado, a música clássica, as velas, o romantismo, tudo perdeu espaço para o grande evento, o entra e sai dos fotógrafos, os flashes exagerados, os muitos watts de luz das filmagens na sua cara – te impedindo de enxergar a cerimônia e te constrangendo. Essa equipe toda, muitas vezes mal vestida e alheia ao motivo maior do acontecimento, quase faz os convidados acreditarem que estão atrapalhando o momento, sendo que eles são parte importante do ritual. Mulheres e homens de ternos coordenam o movimento por meio de celulares. Cronometram o tempo. Organizam o ambiente ricamente decorado. Tropeçam nos fios. O repertório musical parece a trilha sonora de um filme. O exagero nas cerimônias de casamento levou a Igreja Católica a repensar as celebrações. A “espetacularização” do ritual vinha preocupando. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está realizando uma consulta nacional às dioceses para verificar como andam a preparação e celebração dos casamentos no Brasil. “O mistério do sacramento não pode ser banalizado. Em algumas situações, há até uma descaracterização da igreja”, analisa o padre Gustavo Haas, assessor da comissão de liturgia da CNBB. Na opinião do padre, os noivos não podem valorizar apenas a ostentação: “O rito do casamento é simples, modesto. Estamos pensando seriamente em mudanças. Mas para o bem dos noivos”, ressalta Haas.

Eu concordo! É preciso que a igreja imponha algumas restrições. A empresária Ana Lúcia Oliveira, dona de uma empresa de cerimonial, concorda que em alguns casos há abuso. Ela soube de um casal que deixou o altar ao som do hino do time de coração do noivo. “Isso assusta. É um exagero. As pessoas começaram a inventar.”

É claro que os noivos querem registrar o momento e querem que ele seja o mais especial possível. Mas é preciso repensar a maneira de se fazer isso. Que tal ter apenas uma pessoa filmando, bem vestida e discreta, posicionada em um local estratégico e pré determinado da igreja? Que tal fotografias só na entrada e na saída, ou, no máximo, na hora da troca das alianças? Ou ainda, se houver recepção, este sim é o lugar apropriado para os muitos flashes e descontração.

O casamento na igreja foi reduzido a um mero espetáculo, onde nem os padres escapam da coreografia. É horrível de se ver a futilidade e a vaidade presente numa cerimônia que deveria ser repleta de espiritualidade. Talvez isso explique, em parte, a facilidade com que se faz e desfaz um.

Há que se resguardar o momento religioso, momento de consagração de duas pessoas, de promessas que deverão ser lembradas e guardadas todo dia e para sempre, e não simplesmente arquivadas numa fita magnética na última gaveta do armário menos acessível. As lembranças da cerimônia, antes de mais nada, devem ser guardadas nas mentes e nos corações. A cerimônia de casamento deve ser singela, bonita e espiritual. “O essencial é invisível aos olhos”, já dizia o Principezinho. E ele estava certíssimo!


"A Felicidade só é real quando é compartilhada."
(Christofer Mccandles)