23 de setembro de 2009

Banheiro e outros lugares não tão afins

Tenho uma amiga que me contou que ela já chegou a um veredito, sobre um problema na vida dela, em plena escadaria da Praça da Assembléia.

Um colega de trabalho, parecidamente, me disse que tomou importante decisão após refletir bastante, estando nas escadas da Igreja São José.

Um amigo confidenciou que passou horas pensando na vida, refletindo sobre que rumo dar à sua existência, olhando o pôr do sol da Praça do Papa e tendo a cidade avermelhada aos seus pés.

Pensar na vida, tomar decisões, refletir... Atitudes que demandam sossego, espaço apropriado, tranqüilidade, solidão. Não há lugar pré determinado para tal. Cada pessoa faz o seu lugar, de acordo com a sua necessidade, possibilidade, ou personalidade. Pode ser o seu quarto, um lugar específico da cidade, uma igreja, uma cachoeira, ou até o seu banheiro.

Quer lugar melhor para refletir e pensar na vida do que o banheiro?
Para mim ele é perfeito para isso! É nele que eu definitivamente penso na vida. É só entrar lá e é batata! Os pensamentos, problemas do serviço, conversas que preciso ter, lembranças, momentos imaginários, ensaios de como falar aquele assunto delicado com aquela pessoa especial. Sim, eu falo sozinha, e muito, quando estou no banheiro. Acontece naturalmente. Eu não paro para pensar em fazer isso. Quando percebo, já perdi no mínimo uns 10 minutos só pensando na vida. Sempre me pego voando longe quando me dou conta de que o que tinha que ser feito ali dentro já tinha se finalizado... Não é à toa que, diferentemente da maioria, eu nunca consigo prender a atenção em leituras dentro do banheiro.

Deparei-me com um texto de um blog que costumo ler que tem tudo a ver comigo. Sem tirar nem por, é daquele jeitinho que eu me comporto dentro do banheiro. Claro que esses devaneios só ocorrem no banheiro da minha casa, não é? Ou no máximo da casa de gente muito íntima, e, às vezes, do meu trabalho, onde posso dizer que praticamente o banheiro é só para mim, já que apenas três mulheres o utilizam. Ou seja, havendo certo sossego e tempo hábil, lá estou eu a refletir dentro do banheiro.

Voltando ao texto que comentei, segue-o reproduzido abaixo. Autoria de Tatiana Lazzarotto.

“Algumas das melhores decisões da minha vida foram tomadas no banho. Parece uma coisa muito estranha para se dizer, mas é só com a água caindo sobre a minha cabeça que ela esfria. Não literalmente, porque eu só tomo banho morno. E é no processo de limpeza do corpo que eu clareio a mente. E vejo tudo mais clara+mente. Muita gente canta, mas no chuveiro eu preciso falar. Converso, tagarelo, falo sozinha até dizer chega. Desabafo, conto meus problemas ao box e à saboneteira, e assim espanto os meus fantasmas diários. Imagino soluções, ensaio contar histórias. (Na adolescência eram até tentativas de declaração de amor. Nunca concretizadas). Eu não sei qual é a mágica do banho, mas sinto que minhas melhores idéias nasceram ali. De inspirações a divagações e, mais recentemente, resoluções para a vida toda. Foi depois de um banho quente e demorado que eu decidi fazer vestibular para Letras, um dia antes do fim das inscrições. Depois de alguns banhos que tomei, que tomei (repetição proposital) a decisão de colocar um ponto final nos relacionamentos, e pingos nos “is” no que me incomodava. Depois de um banho eu decidi fazer aulas de italiano, e estou precisando de mais umas cinco chuveiradas de coragem para conseguir retomá-las. Quem dera se na vida tudo se resolvesse com água e espuma.
- Você aceita o emprego?
- Quer casar comigo?
- Podemos começar a plástica?
Espera só um pouquinho. Vou ali tomar um banho e já te digo."

28 de agosto de 2009

Eu Acredito em Amélia!

Na década de 60, um bando de mulheres loucas resolveu queimar seus sutiãs em praça pública para expressar a necessidade de mudança no papel da mulher na sociedade. Iniciaram o período em que prevaleceria a imagem da mulher masculinizada, necessária para a entrada no mercado de trabalho.

Mas... vem cá! Você, leitora, pediu isso para elas? Eu não pedi! Não autorizei que falassem por mim! Quem foi que disse para aquelas revoltadas que a gente queria trabalhar o dia inteiro nas empresas, não ter tempo para cuidar pessoalmente da casa, dos filhos, preparar o jantar do marido, nos permitir momentos de embelezamento... A gente tinha todo o tempo do mundo, para tudo, e me aparecem algumas dezenas de 'sem o que fazer' e jogam tudo pelo ralo!
.
Será que não daria para a gente ter uma profissão, mas ao mesmo tempo poder ser uma mulher bem mulherzinha, do tipo que pede ao marido para abrir a tampa do vidro de palmito, ler o manual da máquina de filmar, trocar a lâmpada queimada, instalar as luzinhas de Natal na varanda, levar o carro no mecânico?? Ah... confesso que tenho uma invejinha branca (isso existe?) das minhas avós! Era tudo tão bom no tempo delas! Elas passavam o dia a bordar, a trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos, temperos e remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando crianças, frequentando saraus. A vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Em muitos dos meus dias, quando o relógio desperta, juro que eu queria poder levantar, mas para ficar em casa, cozinhar, ouvir música, cantarolar. Se tivesse filhos, gastar a manhã brincando com eles. Se tivesse cachorro, passear pelas redondezas. Tudo, menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro para funcionar dentro de uma empresa repleta de pepinos, colegas invejosos e chefe mal humorado! De que adiantou tanta conquista, se a melhor de todas, o companheiro, está cada vez mais difícil? A revolução feminina pode ter nos trazido algumas recompensas, mas provocou nos homens uma baita confusão quanto ao papel que eles desempenham na sociedade. Muitos deles fogem de nós como o diabo foge da cruz! Acredito que, bem lá no fundo, eles simplesmente queiram alguém para abrir a porta do carro, dar a vez no elevador, puxar a cadeira para assentar, mandar flores com cartões cheios de poesia.

Sempre tive a convicção de que o meu lado Amélia é fortíssimo! Desde sempre acreditei na instituição casamento e na possibilidade de ele ser feliz e enriquecedor. Imagino que eu possa dar conta do trabalho e também da vaidade, do marido e das rotinas domésticas. Como para tudo na vida, há que se ter um equilíbrio. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra! Mas um pouquinho a mais para o lado Amélia não faria mal nenhum. A essência da mulher é composta de zelo, sensibilidade e carinho. Às vezes, ser Amélia é necessário para dar o toque feminino na vida e nas relações.

Outro dia li uma matéria sobre A MULHER, O MERCADO DE TRABALHO E OS SEUS RELACIONAMENTOS. Veja o relato de uma das entrevistadas:
* Conversei com um ex e perguntei para ele: “O que eu tenho de errado? Por que eu não consigo levar uma relação adiante?” E ele respondeu: “Se não fosse pela sua independência, você seria perfeita para mim!!” Sabe o que isso quer dizer??????
Amélias estão com tudo!!...

21 de agosto de 2009

Reticências


“Certo dia, um jovem escritor foi até a sua professora lhe mostrar uma crônica para que ela desse a sua opinião.
Entre algumas correções, ela disse ao rapaz:
- Bem, até que está bom. Não é que você tem imaginação? Ou seria pura inspiração? Dessas coisas eu não entendo; a criatividade é um mistério. Mas posse lhe dizer que há o uso demasiado de reticências! Tantas assim não são necessárias!
- Se eu não posso usar tanto assim as reticências, como eu poderia explicar tudo por aqui, sobre o que a senhora pediu para eu escrever? As reticências fazem parte da vida, e delas não podemos fugir... eu, a senhora e a Língua Portuguesa!


(Texto adaptado – Fátima Abreu)


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“Outro dia vi você na rua, e pensei em algumas coisas...”

“Ontem arrumei as minhas fotos antigas nos álbuns e lembrei-me dos meus antigos desejos...”

“Vamos marcar uma saída?” Respondi: “Vamos nos manter em contato...”

“Você me perdoa pelo que eu lhe fiz?” E eu: “hoje eu não consigo, amanhã...”

Reticências! Já pararam para pensar em como esses três pontinhos conseguem nos dizer tanto, ou, conseguem criar inúmeras possibilidades de pensamentos?
Adoro reticências! Talvez até eu as use em excesso. Mas muitas vezes eu tenho tanto para dizer, e sinto que elas podem se expressar por mim.

Com certeza as reticências deixam incompletas as frases, dando a entender, no entanto, o sentido do que não se disse, e, às vezes, muito mais...
Elas indicam um pensamento ou ideia que ficou por terminar, e que transmite, por parte de quem exprime o conteúdo, a omissão de algo que podia ter sido escrito, mas que não foi.

Reticências nos remetem à continuidade... da vida, das pessoas e das coisas. Contidamente, continuamos. Esse pode ser um jeito de continuar, eficiente e cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência... Apenas em lançar no ar as possibilidades, sem se comprometer...



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17 de agosto de 2009

Inspiração

Há mais de um mês que não posto por aqui.
A inspiração fugiu. Nenhum acontecimento, pessoas, sonhos, desejos, nada tem me inspirado idéias e me feito brincar com as palavras.
Com certeza é uma fase; apenas uma fase de mente improdutiva. Espero que passe logo.
Enquanto isso, eu deixo um poema sobre a tal da Inspiração... para explicar a falta dela, tão recorrente nos meus últimos dias...!

Juliana


Há dias que espero

A minha inspiração…

Enquanto chega e não chega,

Estou de caneta na mão!

Acabo por desistir;

Quando quiser, voltará.

Vou guardar o caderno,

Esperar pelo amanhã!

Até que me dá um “clik”...

Lembro-me de algo ou alguém

Começo a escrever

Mal… mas sempre por bem!

E vou formando rimas

Que às veses não são ricas

Mas a escrever aprendo

Que as palavras são mágicas!

E num desencadear de rimas

Mais ou menos ricas,

Sinto que escrevo por prazer

Não para ser poeta!

(Adaptado do poema Inspiração - Autoria: Céci)

30 de junho de 2009

michael jackSÓn

Michael Jackson - You are not alone

Existem pessoas que caminham sozinhas, em determinado momento da vida;
Existem pessoas que são sempre sozinhas.
Estar só é até necessário, às vezes.
Mas ser só deve ser como não ver o sol banhando o mar em um dia de férias na praia,
como flores não nascerem na primavera,
como não ganhar beijo no dia dos namorados,
como plantar a semente e não vê-la germinar,
como esperar agrados e receber desprezo,
como sonhar com algo e não saber como alcançá-lo,
como vislumbrar a felicidade mas não conseguir encontrá-la.

Michael Jackson teve tudo para ser feliz, e não foi.
Quis ser outro, ter outro rosto, passou a clarear a pele, alisar os cabelos, afinar o nariz e assumir seu papel de metamorfose ambulante. Parecia querer dizer que ele podia ser o que quisesse. Provar algo para alguém? Para o pai, quem sabe, que sempre exigiu muito do menino Michael, sempre bateu, e apesar do sucesso e talento do filho, sempre o desprezou, dizendo que ele era feio. Palavras, essas, da irmã Latoya Jackson.

Michael Jackson, segundo psicólogos americanos, queria parecer diferente para voltar à infância infeliz e resgatar a criança que começou a morrer quando teve de integrar o conjunto musical de seus irmãos, Jackson Five. Essa regressão explicaria, em parte, sua suposta pedofilia e as inúmeras operações plásticas a que se submeteu para ser eternamente uma simulação de Peter Pan, o garoto que se recusou a crescer e acabou sozinho, vendo todos virarem adultos em sua Terra do Nunca. Ele não poderia ser um Peter Pan negro numa sociedade de Capitães Ganchos brancos. Suas biografias dizem que o pai era um tirano, que batia nas crianças e abusava dos filhos, obrigados a seguir a rígida conduta das Testemunhas de Jeová. Com uma infância dessas, não é difícil entender as razões que levaram Jackson a revelar a Oprah Winfrey sua vontade de vomitar todas as vezes que o via. Menos ainda que desejasse apagar os traços dessa infância indesejável e construir uma outra biografia, um outro ser, uma nova vida. Mesmo que fosse fictícia como a de Peter Pan.

Michael morreu em pedaços, irreconhecível até para ele mesmo. Esse freak que trocou o rosto de um menino negro pela máscara de um andrógino sem cor definida, sofria, segundo um analista, da nostalgia de algo desconhecido que não teve a oportunidade de experimentar na infância. Michael fez fama, fortuna, mudou a história da música, mas deixou a impressão de que, sempre foi, e morreu sozinho.

Fonte: Estadão

18 de junho de 2009

Alecrim Dourado

Ontem eu cheguei em casa e meu sobrinho, que tem 4 anos e meio, veio cantar para mim a música que tinha aprendido na escola:

Alecrim, alecrim dourado
que nasceu no campo
sem ser semeado.
“Alecrim, alecrim dourado
que nasceu no campo
sem ser semeado.
Foi meu amor,
que me disse assim,
que a flor do campo
é o alecrim
.”

Muito fofo!!!
Aí eu cantei com ele e ele perguntou: “como é que você sabe essa música, Juju?” E eu expliquei que tinha aprendido na escola também (há pelo menos 3 décadas atrás!). E elogiei-o, dizendo que ele estava cantando lindo demais.
Ele cantou e foi assistir desenho na TV.

Depois de um tempo eu fiquei achando meio estranho ele vir com a novidade da música porque eu tive a sensação de que ele já sabia cantar aquela melodia há algum tempo. Pelas minhas lembranças, o fato de ele cantar a música ontem, como que me mostrando algo novo, não fazia sentido.

Hoje pela manhã eu me lembrei dele cantando, e comecei a cantarolar a música, ficando com um sorriso no rosto e a imagem dele na mente.
De repente eu lembrei o porquê da minha sensação de que o meu sobrinho já havia cantado aquela música para mim. Não é que tinha sido ele. Tinha sido o meu irmão, por volta dos seus 5 ou 6 anos de idade (hoje ele tem 28), na sua época de jardim da infância. Incrível como aquela cena do meu sobrinho me parecia tão familiar, parecia que eu a tinha vivenciado há pouco tempo, e só então eu me dei conta de que cerca de 23 anos separavam aqueles dois momentos tão similares, mas que me pareceram ser o mesmo. Fiquei impressionada com aquele fato! Não parecia de jeito nenhum que tantos anos haviam se passado. Parei meu pensamento, fixei o olhar para o nada, daquele jeito que ficamos quando nem piscamos, e pude buscar nas cenas guardadas na lembrança aquele momento em que eu devia ter uns 13 anos, e que ouvi meu irmãozinho lindo cantando Alecrim Dourado, do jeitinho que o meu sobrinho tinha feito! E novamente eu me vi sorrindo...

Quando meu irmão cantou Alecrim Dourado pela primeira vez para minha irmã, minha avó, minha mãe e para mim, todas nós cantamos junto com ele, pois também tínhamos aprendido a música ainda na nossa infância. Musiquinha antiga, não é? E foi assim agora com meu sobrinho. E com certeza será da mesma maneira com meus filhos, ou os filhos do meu sobrinho. A vida, às vezes, é mesmo uma sucessão de acontecimentos repetitivos. Deve ser para fazer a gente assimilar bem as coisas, os significados, fixar os aprendizados e compreender melhor os valores, o que verdadeiramente importa!

No vídeo abaixo um menininho canta Alecrim Dourado. No Youtube há dezenas de vídeos do mesmo tipo, o que nos leva a concluir que a música é realmente bastante ensinada nas escolinhas!...

12 de junho de 2009

Figurinha Repetida


O primeiro chama no MSN,
conta novidades,
diz que vai pra longe,
e que sente saudade.
Me chama de “amor”,
e me pergunta se lá na outra cidade
Visitá-lo eu vou...

O segundo chama no MSN,
conta novidades,
diz que quer me ver
quando estiver na cidade.
Pois em seus pensamentos,
diante das expectativas frustradas,
O desejo ainda arde...

O terceiro envia e-mails,
há alguns meses já,
também expressando saudade
e vontade de perto estar.
Convida para um passeio
que dessa vez acontece,
e que até me enternece...


E tudo isso no mesmo dia! A vida é realmente repleta de encontros, desencontros e reencontros... Sempre nos surpreende.
Mas será?... Dizem que figurinha repetida não preenche álbum!
.
.
Aproveitando a data: Feliz Dia dos Namorados!... para quem tem um...

10 de junho de 2009

Hay que endurecerse, pero sim perder la ternura!

Impressionante como a gente recebe tantos e-mails e lemos tantas reportagens sobre como manter a forma, a saúde, o equilíbrio do corpo.
Mas convenhamos que às vezes o pessoal exagera. Se eu for levar tudo que leio sobre esse assunto ao pé da letra, posso deitar no caixão e esperar a morte, porque tudo que se come hoje em dia faz mal, e se você não faz peeling de cristal, massagem, tratamento ortomolecular, academia ou botox, pode desistir: você está fadado a ter uma terceira idade repleta de rugas, dores nas juntas e desânimo. Será?

Acho engraçado quando vejo o excesso de cultura ao físico e até à saúde. Tudo em exagero vira pecado. Já li que leite demais faz mal, e que até água demais não faz bem para o organismo. Café não pode, prefira o chá. Mas com cautela porque chá também tem cafeína, ainda que em menor proporção. Tome então sucos, mas com adoçantes. Adoçantes à base de stevia ou aspartame? Dizem os entendidos que o aspartame é de longe a susbstância mais danosa em comércio que vem adicionada em muitos alimentos, uma vêz que é obtido artificialmente em laboratório. Já a stevia é obtida de um pequeno arbusto, de origem paraguaia (no bom sentido), que tem extraordinária capacidade adoçante. Qual a verdade? Segundo médicos da medicina ortomolecular nenhum adoçante é recomendado. Na dúvida, prefira o açúcar. Mas o cristal; o refinado é um veneno para a sua saúde! Sua última escolha? Use açúcar mascavo! Pronto! Você conseguiu adoçar seu suco sem causar maiores danos ao seu “corpitcho”. Assim você espera, não é mesmo?

Sabe-se também que carne vermelha não faz bem para a saúde. Nem frango, a não ser que seja frango caipira. Esses frangos que você vê por aí são como pintos crescidos à base de fermento. Não adicionam nada de bom para seu organismo. Um consenso: fique com os peixes. E ensine ao seu estômago que as outras carnes não fazem bem a você. Ele acaba aprendendo.

Antigamente as pessoas não tinham nenhuma dessas descobertas modernas da medicina e da tecnologia. Envelhecia-se muito bem comendo tudo que se tivesse vontade, curtindo cada ruga que pudesse aparecer com a idade. O importante era ser feliz, realizado, ter família e amigos por perto! É claro que não estou aqui dizendo para não cuidarmos da saúde. Mas é preciso que não procuremos problema! Envelhecer é inevitável. Então, envelheçamos felizes, nos cuidando, mas sem neuras. Há que nos cuidarmos, mas sem perder o juízo!

Recebi um e-mail bem bacana – o qual reproduzo abaixo e cuja autoria desconheço - que explora um pouco esse lado da preocupação em excesso com a saúde e a beleza. Espero que curtam a leitura!


Minha ida ao dermatologista


"Visita de rotina aos médicos. Todo ano a mesma peregrinação. Mastologista, ginecologista, oftalmologista, dentista... Mas um dia, resolvi incluir um ISTA novo na minha odisséia...um DERMATOLOGISTA. Já era hora de procurar uns creminhos mágicos para tentar retardar ao máximo as marcas da inevitável entrada nos ENTA. Para ser sincera e nem um pouco modesta, entrei gloriosa nesta fase. Com direito a uma festa memorável, que durou até as 10 horas da manhã do dia seguinte. Festa com música ao vivo, Los Años Dorados, na melhor boate da cidade, todos os amigos, fotografias... tudo maravilhoso. Na verdade, sentia-me espetacular. Tudo certo. Ninguém podia cantar para mim a ridí­cula frase da Calcanhoto: 'nada ficou no lugar...'

Mas não sei o que deu no espelho lá de casa, que resolveu, do dia para a noite, tomar ares de conto de fadas. Aliás, de bruxas. E mostrar coisinhas que nunca haviam aparecido. Ou eu não havia notado? Pontinhos azuis nos tornozelos, pintinhas negras no colo, nos braços, bolinhas vermelhas na bunda... olheiras mais profundas. Como assim??? Assim... sem avisar nem nada? De repente, o idiota resolveu mostrar e pronto. Ah, não! Isso não vai ficar assim. ISTA novo na lista do convênio. O melhor. Queria o melhor especialista de todos os ISTAS! Achei. Marquei. E fui tão nervosa quanto para um encontro 'bem intencionado' daqueles em que a gente escolhe a roupa íntima com cuidado, que é para não fazer feio, nem parecer que foi uma escolha proposital... Sabe como é, né?

Pois sim. O sujeito era um dermatologista famoso. Via e futucava a pele de toda a nata feminina e masculina da cidade. Assim, me armei de humildade. Disposta a mostrar cada defeitinho novo que estava me observando através do maquiavélico e ex-amigo espelho do meu quarto. Depois de fazer uma ficha com meus dados, o 'doutor' me olhou, finalmente nos olhos, e perguntou: 'O que lhe trouxe aqui?' Fiquei vermelha como um tomate. E muda. Ele sorriu e esperou. Quase de olhos fechados, desfiei minhas queixas. Ele observou 'in loco' cada uma delas, com uma luz de 200wtz e uma lupa, e começou o seu diagnóstico.

- As pintinhas são sinais de sol, por todo o sol que você já tomou na vida. Com a idade (tóiin!) elas vão aparecendo, cada vez mais numerosas. Vai precisar de um protetor solar para sair de casa pela manhã, mesmo sem ir à praia. Mesmo para dirigir. Braços, pernas, rosto e pescoço. E praia, evite. Só de 6 às 10 da manhã, sob proteção máxima, guarda sol, óculos e chapéu. Bronzear-se, nunca mais.

- Ahammm... (a turma só chega na praia às 11:00!!!!)

- Os pontinhos azuis são pequenos vasos que não suportam a pressão do corpo sobre os saltos altos. Evite-os! Sapatos só com salto anabela ou baixos de preferência. Compre uma meia elástica, Kendall, para quando tiver que usar os saltos altos.

- Ahammm... (Kendall??? e as minhas preciosas sandalinhas???)

- As bolinhas na bunda são normais, por causa do calor. Para evitá-las use mais saias que calças. Evite o jeans e as calcinhas de lycra. As de algodão puro são as melhores e as mais folgadas.

- Ahammmm... (e pude 'ver' as da minha mãe, enormes, na cintura, de florzinhas cor de rosa... vou chorar!)

- As olheiras são de família. Não há muito o que fazer. Use esse creminho à noite, antes de dormir e procure não dormir tarde. Alimentação leve, com muita fruta e verdura, pouca carne e muito peixe. Nada de tabaco, nem álcool, nem café.

E a histérica aqui­ começou a rir (em pensamento...). Agradeci, peguei suas receitinhas, e saí­ rindo, rindo... me dobrando de tanto rir! No carro comecei a falar sozinha tudo o que deveria ter dito ao doutor e não disse: ' Trabalho muito doutor... muitas noites vou dormir às 2h, escrevendo e lendo. Bebo e fumo. Tomo café. Saio pelas noites de boemia com os amigos e os violões para as serenatas de lua cheia... e que noites!!!! Adoro os saltos, principalmente nas sandálias fininhas. Impossível a meia elástica (argh!!). Calcinhas de algodão? E folgadas??? Adoro as justinhas e rendadas. E não abandono meu jeans nem sob ameaça de morte!!! É meu melhor amigo!!!!Dormir lambuzada? Neste calor? E minhas duchas frias com sabonete Johnson para ficar fresquinha como um bebê, a cada noite? E nada de praia??? O senhor está louco, é???? Endoideceu, foi??? Moro no Rio de Janeiro, com esse mar, esse sol, e tudo mais... e tenho só 40 anos... meia vida inteira pela frente!!! Doutor Fulustreco, na minha idade não vou viver como se tivesse feito trinta anos em um!!! Até um dia desses tinha 39... e agora em vez de 40 estou fazendo 70??? Inclua aí­ na sua lista de remédios para as de 40 a 70, a MEIA LUZ... Acho que é só disso que eu preciso. Um bom abajour com uma luz de15wts... E um namorado que use óculos... É isso... só isso!!! Entendeu????'

Parei no sinal e olhei de lado... e um garoto de uns 25 anos piscou o olho para mim. Ah... e ele nem usava óculos!

Nunca fiz o que me recomendou o fulustreco ISTA... Minhas olheiras são parte de meu charme. E valem o que faço pelas noites a dentro... ah, se valem! As bolinhas da bunda desapareceram com uma solução caseira de vitamina A, que quase todas as mulheres usavam e eu não sabia, até que contei minha historinha do 'bruxo mau'. Os sinaizinhos estão aqui, sem grandes alardes, e até que já os acho bonitinhos. O espelho é muito menor... o outro, eu dei para a minha sobrinha. E meu namorado diz que estou cada dia mais linda! Principalmente quando estou de saltos e rendas, disposta a encarar uma noite de vinhos e música. É claro que ele usa óculos! Mas quando quero ficar fatal, tiro os seus óculos... e acendo o abajour!"


Não valorize tanto o que dizem os ISTAS; só na medida certa! E seja feliz!

5 de junho de 2009

Fofoletes

Hoje estou nostálgica. Estou mais que o normal, porque naturalmente eu sou, né?
Lembranças saudosistas estão sempre pipocando em meus pensamentos. Despertam em mim uma vontade de ter todas as pessoas de outrora por perto, de vivenciar outra vez os acontecimentos especiais. Saudade? É mais que isso. A nostalgia é saudade triplicada das sensações boas que a gente possa ter vivido e que não se pode mais viver.
Saudade pode ser “matada”: saudade de um amigo, saudade de um lugar, saudade de ter férias. Nostalgia, não. Aliás, já escrevi sobre nostalgia aqui no blog. “Nostalgia é muito mais dolorido que saudade. Ela pressupõe amigos que morrem; pessoas amadas que desaparecem; filhas que crescem e já não são como eram em pequeninas. É a experiência imprescritível da perda.” (Osvaldo Manuel Silvestre).

Essa noite sonhei com algo que está me fazendo passar o dia assim, nostálgica. Sonhei que tinha encontrado uma caixa repleta daquelas bonequinhas que eram sucesso na década de 80, as Fofoletes. Eu adorava as Fofoletes e tive algumas delas. Elas vinham em uma caixinha parecida com caixa de fósforos. Bochechudas, viraram sensação naquela época. Li reportagem dizendo que até hoje são feitas novas coleções, apesar de eu nunca mais ter visto nenhuma em lojas ou nas brincadeiras das meninas de hoje em dia.
E o sonho me fez lembrar de tantas coisas... do Mirabel na hora do lanche, da bala Banda, do pirulito Campeão, da caneta de várias cores que tinham cheirinho de fruta, do relógio que trocava pulseiras coloridas, do chicletes Ping Pong que vinha com figurinhas de raspar com a unha, do batom Boka Loka, do tênis Panda, da mochila da Company, do refrigerante Grapette, do picolé Fura Bolo, do jogo Gênius. Poderia encher páginas e mais páginas com essas lembranças!

Que pena que eu não guardei as minhas Fofoletes! Hoje eu ia adorar tê-las por perto, poder senti-las novamente em minhas mãos, e enfileirá-las na minha cama como eu fazia quando criança, formando uma fila colorida com aquelas pequenas fofinhas... Percebeu o que é nostalgia?

21 de maio de 2009

Coisas de avó

Minha avózinha em mai/05 - Teríamos apenas mais um ano da convivência com ela
.
Pelo menos nove entre dez pessoas tem recordações nostálgicas de avó. Eu me incluo entre essas.
A casa da minha avó era como um mundo de fantasias. Lugar onde meus irmãos e eu podíamos tudo, ganhávamos muitos mimos, comíamos todos os doces e chocolates que não podíamos comer em casa, andávamos de pé no chão – algo que minha mãe não deixava fazer – víamos os programas preferidos na TV, éramos crianças felizes no mais literal sentido que isso possa ser.

A minha avó era branquinha, gordinha e vaidosa. Pintava o cabelo ora de louro, ora com aquela cor de fogo que na época eu achava bem esquisito. Não tinha palavra ou atitude de negação com os netos. Era doce e sempre inventava brincadeiras com a gente. Comprava cana de açúcar e nós passávamos a tarde inteira assentados na área, mastigando a planta para sentir aquele caldinho doce na boca, e morríamos de rir das pessoas que tinham gastura daquilo! Aí é que a gente mastigava ainda mais! Ela fazia canudinhos com bambu e ficávamos soltando bolhas de sabão enquanto a tarde caía silenciosa. Ela brincava com a gente de passar anel, e eu adorava sentir aquelas mãos gordinhas e macias passar por entre as minhas, e ficava boquiaberta em ver como ela conseguia soltar o anel sem que a gente percebesse em quais mãos! Íamos passear na pracinha do cemitério, e ela sempre contava mil histórias de assombração, e aí, quem disse que a gente dormia naquele quarto que não entrava uma frestinha de luz? Ela gostava do breu para dormir... e então ela falava que as histórias eram todas inventadas, para a gente se acalmar e pegar no sono. Ela sempre dava um dinheirinho pra gente comprar o que quisesse no cinema: nas temporadas de férias, o meu tio sempre levava a gente para assistir ao lançamento d’Os Trapalhões. A gente curtia demais! Era milk shake de chocolate antes e depois da sessão! E perdi as contas de quantas amarelinhas eu pulei na área da casa da vovó. Ela sempre arrumava giz para a gente riscar maré no chão de cimento da área, e ficava lá apreciando a gente brincar, com aquele sorriso tranqüilo no rosto. Era tão imprescindível a companhia dela!

Lembro-me de uma vez estar na casa da minha avó quando começou uma tempestade. O dia virou noite, a luz acabou, o vento uivava, fechamos todas as janelas e ficamos na sala esperando o tempo acalmar, debaixo de cobertores super, hiper, mega, maxi quentes que eu só encontrava na casa da vovó. Minha avó começou a cantar o refrão de uma música da Clara Nunes, uma vez atrás da outra, sem parar, e disse que era para ajudar o tempo a passar. A letra era assim: “Eu vi chover, eu vi relampear, mas mesmo assim o céu estava azul, Samborê, Pemba, Folha de Jurema, Oxóssi reina de norte a sul...” Nunca soube (não perguntei na época) o que significava todos esses nomes com sotaque de umbanda, mas ela cantou tanto que eu aprendi e nunca mais me esqueci... Impressionante... Há momentos que ficam para sempre na nossa memória! Momentos meio mágicos...

Passávamos metade das férias na casa da minha avó. Em um desses períodos tive catapora, e acho que foi a catapora mais bem cuidada que alguém podia ter! Mimos, cuidados, alimentação saudável, frutas, suquinho na cama... a única coisa ruim foi que mesmo estando na casa da vovó não consegui me livrar daquele remédio roxo bizarro que não me lembro o nome, que era bom para secar as feridas da catapora. Mas vovó me dizia que era para eu sarar logo, e eu aceitei de bom grado porque acreditava nela, claro!

As férias lá eram sempre aguardadas com ansiedade! Podíamos nem fazer nada demais, mas só de estar na companhia dela valia à pena! Ela contava muitos causos, contava em como tinha sido bom ser jovem nos anos 30, como ela tinha “fugidio” de casa para ficar com meu avô (que era negro), como tinha sido difícil a vida de casada, quando que ela mesma cortava lenha para o fogão, contava sobre como o meu pai e o meu avô saíam de casa, medrosos, quando ela ia matar galinha para fazer a comida. E tantos outros casos que nós ficávamos a saborear, ouvindo tudo com interesse, e achando engraçada a maneira como ela sempre terminava as frases, dizendo um “sá?”, querendo dizer “sabe?”. Ouvir os causos dela era tipo assim... uma viagem, sá? Eles eram histórias que faziam a gente sonhar acordado, viajar no imaginário, e sempre tirar alguma lição.

Quantas vezes nos últimos anos eu sonhei acordada lembrando-me da minha eterna infância na casa da minha avó! Mas o bom é saber que o convívio com ela foi intenso, longo e saudável! Mais risos que tristezas. Muito mais risos, diga-se de passagem. Avó é mãe ao quadrado, e com o triplo de tempo para despender. Nas minhas andanças pela internet encontrei um texto de uma menina de oito anos, cujo nome não foi citado no artigo que li, sobre o significado de avó. Achei sublime! Avô e avó têm muita importância na educação das crianças, é tarefa de um caráter puro. Eis o texto:
Definição de Avó
“Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem 'Despacha-te!'. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam pedaços e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.
As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Todos nós devemos fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver Televisão”.
Não preciso dizer mais nada! Somente que no próximo dia 25 estará fazendo três anos que minha avozinha querida foi morar no céu...
Sempre te amei muito, vó! Saudade imensa!!!

20 de maio de 2009

13 de maio de 2009

Amor da minha vida

"Talvez eu já tenha conhecido o amor da minha vida. Foi de uma maneira inesperada e acabou da mesma forma. Não sei se acontece com vocês, mas acho que amores de nossas vidas deixam rastros demais, além do que queremos e podemos. E é nesses rastros que nos apegamos e muitas vezes nos boicotamos quando não deixamos que eles se apaguem com o tempo.

O suposto amor da minha vida é um homem bom. É inteligente, gosta de boa música, é engraçado. Nos demos muito bem enquanto estava tudo bem. Mas nos primeiros obstáculos o amor da minha vida virou o problema da minha vida. Sei que foi recíproco. “Seus mistérios me perturbam e minha clareza o ofusca.” Enquanto ele tentava fazer o melhor que podia, eu tentava fazer o melhor que podia, mas o meu melhor era diferente do dele. Não menos ou mais importante, mas diferente. Eu me irritava com suas atitudes omissas e ele com minhas palavras desmedidas. Não sabia o que se passava com ele e ele sabia de mim mais do que deveria ou que queria saber.

Terminamos de uma maneira nada agradável. Eu e o suposto amor da minha vida não temos idas e vindas, só chegada e partida. Não sei se teremos volta. Só que acreditei que seria para toda vida. Nem sei se estava enganada, pois afinal não tenho como prever o destino, mas sei que agora não há espaço para ele em minha vida e eu não faço mais parte dos seus planos. É difícil admitir, mas é verdade. Não digo que não possa ser ele, nunca disse. Mas, e se não for? Por isso também digo que não posso esperá-lo. Se for, será em outras circunstâncias, em outro dia, em outro lugar. Confesso que já passou pela minha cabeça a idéia de esperá-lo. Esperar o dia em que ele acordasse, mudasse radicalmente e percebesse que realmente quer que seja pra sempre.
Não posso deixá-lo ocupar o lugar de amor da minha vida, pois esse lugar tem que estar reservado para o meu amor para toda vida. O amor para toda vida talvez seja o homem que, no fundo, todas nós esperamos. Ele terá qualidades que gostamos, defeitos, mas principalmente, fará com que nos sintamos seguras. Então de forma alguma poderia interditar o lugar de amor da minha vida, para construir uma casa de ilusões que não tem base para ser sustentada. Não posso deixar que meu amor para toda vida bata e encontre o lugar para se aconchegar ocupado pelo amor da minha vida. E se no fim de tudo eu me der conta que o suposto amor da minha vida, é quem vai ocupar esse lugar, não será eu que o direi. Ele encontrará o caminho sozinho. Enquanto isso, o lugar de amor da minha vida estará vago, a procura de alguém que o preencha de maneira definitiva.

A verdade é que continuo gostando do seu jeito, acho que ele me admira, mas não conseguimos ficar meia hora sem discutir, sobre a crise americana, a alta do dólar, tudo é motivo. Somos diferentes, traçamos caminhos diferentes, e não há nada que possa nos unir pelo menos por agora. E apesar de toda minha convicção, tento fazer com que aos poucos meu coração entenda e aceite isso."

(Maitê Proença - Texto adaptado)


Maitê está certíssima. Chega uma hora em que temos que dar basta ao amor de nossas vidas. Chega de ficar achando que se não terminássemos, se não discutíssemos, se não houvesse distância em todos os aspectos poderia ser diferente, poderia ser o nosso amor para toda a vida. Não poderia, e é justamente por isso que não dá certo.
Nessa hora temos que sacudir a poeira e seguir em frente, sem olhar para trás! Não querer mais saber sobre a pessoa, sobre sua opinião e sobre o que sente. Querer saber de si mesmo. Querer cuidar do seu lugar, e quero enchê-lo de flores. Querer sorrisos e calmarias. Querer alguém que te queira tanto quanto você, e que nunca queira partir. Querer o seu amor para toda vida no lugar do amor da sua vida.

7 de maio de 2009

Os Nomes dos Meus Filhos

Não, eu não estou grávida!
Não, eu também não tenho filhos!
Mas outro dia eu conheci uma mulher que estava me contando sobre a vida dela e sobre os seus filhos, e então ela me revelou os nomes dos seus quatro meninos: Wellington, Wesleyton, Washington e Willerson. Cá pra nós, quanta falta de criatividade! Mas... gosto é gosto e não se discute! Não questiono os nomes em si, mas sim a similaridade sonora. Detesto isso. Sempre detestei! Na minha casa eu já não acho tão legal, e olha que lá é só a terminação “ana" que é repetida, e só por duas vezes: Juliana e Giovana. Agora começar os nomes de quatro filhos com a mesma letra, e terminar com a mesma formação, como “on” no exemplo citado, acho que é um pouco de falta de bom senso. Isso é a minha opinião, claro!

Tenho pensado muito nos possíveis nomes dos meus prováveis filhos. E por isso ando reparando nos nomes que ouço por aí. Não sei explicar o porquê dessa minha “preocupação” repentina. Vai ver é o meu inconsciente que está sendo cutucado pelo relógio biológico, pois já estou na idade onde a curva da fertilidade se encontra em declínio.

Andei pesquisando na internet e encontrei algumas matérias sobre nomes estranhos que foram encontrados registrados em cartórios de todo o Brasil. A lista é infinita e de doer qualquer bom ouvido de pessoa de bom gosto. Como alguns poucos exemplos, cito Adalgamir, Clarisbadeu, Darcília, Heubler, Lynildes, Reymar, Katrine. Sem comentários!

Outra mania que algumas pessoas tem é de inventar nomes compostos. Alguns nomes compostos são tradicionais, como Ana Paula e Luiz Otávio. Outros, nem tanto, mas acabam combinando quanto ao aspecto sonoro, como João Marcelo, Maria Laura e Luiz Oswaldo. Mas tem gente que tem mania de inventar moda demais, e os pobres coitados dos filhos que padecerão pela vida afora. Tive uma colega de trabalho que queria colocar o nome na filha de Maísa. Só que o marido dela queria que a rebenta se chamasse Carolina. Adivinha? Bingo! A menina veio ao mundo, linda, mas com um nome que não se pode dizer o mesmo: Maísa Carolina. Há outros do tipo, como Paula Jéssica, Carla Emanuele, Paulo Rodrigo ou Luiz Eustáquio.

Mas como já comentei, gosto é algo bem particular, e quando as pessoas me falam os nomes escolhidos para os filhos, eu elogio, se gosto, ou não faço comentário algum, se não me agrada. Palpites, só se me pedirem.

Discorri sobre nomes só para dizer que já há algum tempo tenho pré escolhido (se é que existe esse termo), os nomes dos filhos que eu ainda sonho e pretendo ter. Claro que ainda vai pesar a escolha do marido, se este houver, porque vai saber, não é mesmo? A essa altura do campeonato, não descarto a possibilidade de uma produção independente (por vias normais ou fertilização) ou de uma adoção. Depois dos 35 e sem uma relação séria engatada, há que se considerar todas as possibilidades. Mas essa opção não seria a ideal. Sou meio Amélia, sinto que nasci, apesar de estarmos no século XXI, para ser também “do lar”. Acredito e valorizo a instituição casamento, e sempre sonhei em ter o meu maridinho, com a nossa casinha e os nossos filhinhos para cuidarmos. Utopia? Penso que não... Ainda acredito que possa acontecer. Ainda tenho uns quatro anos pela frente para me decidir sobre isso.

Mas... gente do céu! Dei tantas voltas só para dizer que há dois nomes que tenho vontade de colocar nos meus filhos, se um dia eu os tiver. Detalhe: Papai do Céu bem que podia me abençoar com gêmeos, um casal! Eu ia amar! E olha que há essa possibilidade, já que meu pai tem irmãos gêmeos, ou seja, minha avó teve, meu pai não, e eu, como a tendência é saltar uma geração, posso vir a ter. Amém! Ok, vou contar os nomes escolhidos. Você pode até não gostar, é seu direito, gosto é gosto, lembra? Por isso mesmo eu não ligo se você criticar a minha escolha. Está tudo certo de qualquer maneira. O nome da menina seria Manuela, que seria chamada de Manu, apelido que eu acho super lindo de se ouvir! E o nome do menino seria um nome mais incomum, mas que eu considero ter um apelido char-mo-zér-ri-mo! Principalmente considerando a pessoa já adulta: Gregório! Quer coisa mais charmosa do que um rapaz sendo chamado de Greg?? Adoro a sonoridade de “Greg”!! Adoro demais!

Eu já passei por várias escolhas diferentes para os nomes dos meus filhos, ao longo da vida. Quando se namora, e se brinca com o namorado de escolher os nomes dos herdeiros, em cada fase da vida, com cada namorado, você pode escolher um ou outro nome. Mas Manuela e Gregório eu sinto que serão realmente os nomes dos meus filhos. Talvez porque eu tenha escolhido sozinha, depois de muito analisar nomes, sem palpite de homem nenhum, e em um momento de maturidade biológica... Rs...

Estão aí os nomes! Se alguém gostou, e, principalmente, se alguma prima ou amiga gostou, tudo bem, pode colocar nos seus filhos também. Mas se vocês tiverem a prole antes de mim, só não vai valer dizer que eu imitei vocês! Está aí o texto publicado, como prova a meu favor! E viva a liberdade de escolha!
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P.S: Gosto muito também de Cecília, que acaba virando Ciça. Gracinha tb.... :)
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E como o assunto tem tudo a ver, desejo a todas as MÃES, e principalmente à minha, um DIA DAS MÃES especial ao lado de nós, os filhos. Que vocês sejam sempre essas critauras quase sobrenaturais, que adivinham tudo que se passa com a gente, tudo que a gente sente, e são sempre capazes de viver uma vida em função da nossa felicidade! Sem reclamar! Mãe é pura doação! Parabéns pelo dia de vocês!

5 de maio de 2009

Gripe Suína não!!!!

A reportagem da revista Época dessa semana é boa e esclarecedora. Precisamos realmente ficar atentos ao avanço da doença e à maneira de nos precavermos quanto à sua contaminação. Mas, cuidado! Escrevi um e-mail para a redação da revista no sentido de chamar a atenção da mesma para a infeliz escolha do título da capa. É inconcebível que uma revista do porte de Época ainda publique notícia sobre o vírus da gripe que circula atualmente, e que teve seu início no México, como sendo GRIPE SUÍNA.
A própria OMS alterou a denominação para Influenza A (H1N1), de maneira a não prejudicar a indústria de produtores e exportadores de carne suína, a qual, caso seja consumida, em nada contribui para a transmissão do vírus da gripe.

Infeliz também foi a idéia da ilustração com um porco. O animal apenas foi um meio utilizado por três vírus diferentes para formar uma nova cepa de um vírus nunca visto antes. O novo vírus da gripe contém material genético típico de vírus humanos, aviários e suínos, incluindo elementos de vírus suínos europeus e asiáticos. Essa nova cepa não tem infectado porcos e nunca foi vista nos mesmos. A ameaça é a transmissão de pessoa a pessoa. Que os leigos falem em gripe suína, é aceitável. Mas um importante veículo de comunicação, como Época, não poderia cometer essa falha.

28 de abril de 2009

A Escolha É Delas

As fêmeas de certo tipo de lagarto encontrado na Califórnia, escolhem para procriar os machos maiores e donos dos melhore territórios. Os machos mais fortes vivem em territórios com mais rochas, que proporcionam melhores esconderijos para se esconderem dos predadores e também mais possibilidades para se aquecerem ao sol, “lagarteando” em cima das rochas, ou para se resfriarem à sombra atrás das pilhas de pedras. Pedras lisas para tomar sol, com boa visão do terreno à volta, boa sombra e um macho vistoso tomando conta, são irresistíveis para as fêmeas. Espertinhas, heim?! Cobras, principais predadores dos lagartos, aparecem mais nos terrenos piores, onde estão os lagartos menores e mais fracos.
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Cientistas ingleses desocupados descobriram que é a fêmea do camundongo que escolhe o macho. A escolha se dá a partir do cheiro dele. Através do odor dos possíveis parceiros, a camundonga consegue analisar qual deles é geneticamente privilegiado. Tudo ótimo. O problema é se um dia as camundongas evoluírem, passando a escolher pelo cheiro do dinheiro, cartão de crédito ou carro importado.

O galo-da-serra é um pássaro do norte e noroeste da América do Sul. Vive sob as árvores altas, perto dos rios, e deixa este território somente na época da procriação, para encontrar seu par. O ritual para a escolha dos pares é um espetáculo extraordinário. Os galos-da-serra, ajudados pelas fêmeas, preparam um círculo de dança, limpando uma superfície plana que vai servir de palco. Em seguida, os machos vão se empoleirar nas árvores ao redor, enquanto as fêmeas agrupam-se em torno do palco. De repente um dos machos voa para o chão e executa uma dança estranha: abre as asas e vira a cabeça de um lado para o outro, bate os pés com força no chão e pula para cima e para baixo. Quando está exausto, dá um grito característico, realiza a cena mais uma vez e volta ao galho. Um outro galo-da-serra toma o seu lugar no palco e o espetáculo continua até que todos os machos do bando tenham se apresentado. Quando termina a exibição, cada fêmea escolhe o companheiro pela dança que mais lhe agradou.

Processo parecido ocorre com o Marreco de olhos Dourados. A fêmea escolhe o macho que mais balança o pescoço no ritual da paquera.

Em várias espécies de aves o macho é escolhido pelo ninho que constrói, pela cor da plumagem ou pelo canto.

Nos anfíbios, o objetivo do coaxar é atrair um parceiro para o acasalamento. Somente os machos coaxam - as fêmeas são mudas (acho que os machos humanos adorariam isso na nossa espécie). Algumas espécies apresentam dois coaxares diferentes: um nupcial para atrair uma fêmea; outro para advertir um macho rival, no caso dele estar muito próximo. A fêmea escolhe o macho que coaxa mais forte e mais intensamente.

Resumindo, por mais que os machos lutem entre si, quem de fato faz a escolha na maioria das vezes é a fêmea. Com a raça humana também é assim: a mulher sempre escolhe. O homem sempre é escolhido. Aliás, mulher adora esse verbo: "escolher". Mulher e seletividade são duas coisas muito próximas. A mulher quando quer "ser escolhida", cortejada, ela própria cria as condições necessárias. Mulheres adoram as palavras. Então, quando a mulher gosta do camarada, ela o presenteia com diálogos, quer seja com a boca, quer seja com os olhos. Em determinadas circunstâncias, pode haver jogos, estratégias femininas, onde o homem não percebe isso. E normalmente, quando o sujeito se vê envolvido pelo interagir verbalmente feminino, ele foi o escolhido. E, definitivamente, não escolheu.

É assim que funciona, rapaziada! Está aí a ciência que não me deixa mentir!

"A Felicidade só é real quando é compartilhada."
(Christofer Mccandles)