12 de setembro de 2008

Dicas para as moçoilas

Hoje é dia! Você não pula nenhuma etapa dos preparativos: toma um banho bem demorado, passa hidratante no corpo todo, escolhe a dedo a roupa que vai usar (se tudo der certo, talvez, tirar) - tanto de cima quanto de baixo; capricha no perfume e faz aquela maquiagem no estilo "não-estou-maquiada-sou-bonita-mesmo". Ah, ainda tem a escova! Mas, na hora H, quando você finalmente está cara a cara com ele, uma frase mal colocada, uma risada mais escandalosa, ou um comportamento inesperado podem colocar toda a sua produção a perder. Então, surge a pergunta que não quer calar: o que fazer (ou não fazer) para causar uma boa impressão no primeiro encontro?
Para desvendar esse mistério, fomos procurar os maiores responsáveis por toda a nossa tensão, os homens.

Se conhecendo melhor
Falar é quase um dom feminino, mas nem sempre isso conta pontos para você. O ilustrador Luiz Ferreira, 29 anos, diz que se envolveu com uma mulher que falava demais. "Ela monopolizava as conversas, e isso me cansava. No começo, é bonitinho, mas depois vai se tornando insuportável", comenta. Já para o designer Eduardo Cruz, 33 anos, falar demais é, sim, um erro fatal, mas sobre ex-namorados.

O advogado Leonardo Braga, 28 anos, também é da mesma opinião. "É horrível você sair com alguém que fica desabafando, contando sobre o ex. Você fica com aquela cara de idiota, sem ter o que falar, e achando um saco o assunto. Eu agora já corto logo, mando um ‘mas nós não viemos aqui para falar disso, não é?' Geralmente funciona", afirma Leonardo.

Se falar sobre ex é proibido, abrir inquérito para saber detalhes da vida do outro é, segundo o arquiteto Giuliano Cerqueira, 29 anos, uma péssima atitude inicial. "Detesto mulher perguntadeira, que não tem intimidade e fica querendo sondar as coisas. Fujo dessas na hora", diz. Você quer conquistá-lo, não é? Uma das táticas mais alardeadas por aí é aquela de não demonstrar tanto interesse, certo? Bom, em termos.

O personal trainer Carlos Quintino acha que homens querem, na verdade, atenção. "É horrível conversar com alguém que está com a cabeça em outro lugar", reclama Carlos. "Mulher que fica fazendo doce, cara de nojo, fingindo que não está nem aí é péssimo. Detesto fresca!", declara o economista Julio Monteiro da Rocha, 38 anos.

Sexo, tema delicado - ou indelicado!
Outro assunto que dá o que falar é sexo - que, cá entre nós, sempre deve ser abordado com muito cuidado para evitar constrangimentos. Se a conversa chegou até esse ponto naturalmente, não há problema algum. Só não vale ficar forçando a barra. Carlos Quintino acredita que a maioria dos homens não teria dificuldades em falar sobre sexo, mas isso pode deixar uma imagem negativa da mulher. O publicitário Augusto Lemos, 30 anos, concorda: "Conversar sobre sexo genericamente não vejo problema, pode surgir um assunto relacionado a isso, não saio com freiras que se recusem a tocar no tema. Mas falar sacanagem de cara é fogo. Eu acho grosseiro, tem hora pra tudo", comenta.

Fazer propaganda sobre seus dotes sexuais também é outra bola fora: "Acho que tem homem que gosta, mas eu detesto mulher que fica contando o que fez na cama com outro. Se é para dar tesão, em mim, tem efeito contrário: broxo", revela o médico Luiz Maciel Filho, 33 anos.

O marketing pessoal também não causa lá muito boa impressão. Na opinião do publicitário João Menezes, 23 anos, se a mulher sabe muito, é bom que deixe o homem perceber isso naturalmente, não precisa ficar falando. "Estou fora das metidas a inteligente. Quem é inteligente não precisa ser esnobe, ficar com ar de que sabe tudo, tentando dar uma de superior", alega o vendedor Sergio Aguiar, 27 anos, completando: "Eu tenho trauma de mulher assim. Namorei uma que adorava me fazer passar por idiota".

Outras que perdem pontos no primeiro encontro são as muito atiradinhas. Em geral, os homens gostam de mulheres com atitude, que saibam como e onde agir. "Tudo depende da proposta do encontro. Se a intenção é mais séria, não tem nada a ver rolar aquela pegação sem propósito, afinal nós estamos ali para nos conhecer. Se for sexo puro, beleza! Não me oponho que ela venha pra cima", revela o jornalista Fábio Perez.

O tipo de roupa é um capítulo à parte, depende do local e do estilo do pretendente. Não adianta ir de vestido longo, se você vai comer um petisco com um cara que acabou de sair do trabalho. João Menezes diz que, quando a mulher vai arrumada para um encontro, o homem se sente importante, mas ninguém gosta de extravagâncias.

Se a sua intenção é deixá-lo babando pelas suas curvas, cuidado para não derrapar na pista. Roupas excessivamente sensuais podem causar o efeito inverso. "Acho vulgar mulher vestida de forma exibida. A intenção fica muito clara, parece que ela está se vendendo", decreta o biólogo Márcio Costa Mendes, 36 anos. O médico Luiz Maciel Filho também não é fã dos figurinos mais ousados. "Ser sexy não é estar praticamente pelada. A mulher é sexy pelo jeito de ser. Além do mais, é vergonhoso sair com alguém que está nitidamente querendo aparecer", diz.

E nada de ficar fazendo planos com o cara. Falar sobre casamento e filhos, por exemplo, está fora de cogitação. "Isso mostra que a pessoa é carente e que está precisando se ancorar emocionalmente em alguém, que por acaso sou eu", afirma o ilustrador Luiz Ferreira. Também não vale perguntar muito sobre a atuação profissional do paquera. "Isso é deselegante e pode sinalizar um certo interesse financeiro no relacionamento", ressalta o administrador Jansen Moura, 33 anos, lembrando de outra pisada de bola feminina: "Sair sem a bolsa ou carteira, e não perguntar nem quanto deu a conta, nem que seja por educação, é muito feio".

Cama e mesa
Você está liberada pra comer e beber, mas, lembre-se, com moderação! Vai que você erra a mão e fica bêbada? Ou começa a passar mal de tanto que comeu? Isso estraga qualquer noite, principalmente, a do primeiro encontro. "É horrível menina que come igual a caminhoneiro. Já saí com uma que comia mais do que eu. Pior é quando você nota que ela está acima do peso. Dá vontade de dar um toque, mas, como você não tem liberdade, pega meio mal, né?", comenta Leonardo Braga.

E, se o clima esquentar, não tenha medo de ser feliz! "Uma mulher pode e deve instigar um cara, mesmo sem transar", afirma Jansen Moura. Regina Racco, professora de artes sensuais, concorda com o administrador. "Em casos raros, a situação é tão explosiva que não dá para evitar. Mas, se a intenção é encantar, estenda os encontros até ter mais liberdade e conhecer melhor o homem", ensina.

Para não fazer feioRegina Racco dá algumas dicas que podem fazer do seu encontro o primeiro de muitos:
1° - Analise o que aconteceu no seu primeiro contato com o pretendente, o que ele fez e deixou transparecer;
2° - Vá para frente do espelho, se olhe e diga a si mesma que está nervosa. Você tem que encarar a situação. Respire fundo e tente relaxar;
3° - Não altere seu estilo em função da ansiedade. Às vezes, você não se acostuma com sua nova aparência antes de encontrar o rapaz e isso só vai piorar as coisas. Seja você mesma. Uma mulher confortável, bem consigo mesma, é sempre a mais sensual. Acentue a sua beleza, mas não exagere!;
4° - Ouça mais o que ele tem a dizer, e só faça perguntas se forem bem colocadas e inteligentes. Não seja radical em nada;
5° - Olhe nos olhos, desvie o olhar eventualmente, dê atenção à pessoa, faça carinho no braço... Toda brincadeira de sedução é válida, desde que seja sutil e delicada;
6° - E, lembre-se: toda mulher tem o dom da conquista. Inclusive você.

(Taísa Gamboa)

11 de setembro de 2008

Dicas para os marmanjos!

Assim como tudo mais na vida, a arte da conquista passa por etapas. Resumidamente, o rapaz 1) conhece a guria, 2) desenvolve um interesse, 3) demonstra que está a fim, 4) chama para sair, 5) chega chegando e 6) recebe o resultado positivo ou negativo. O sucesso da fase 5 da missão logo no primeiro encontro envolve uma cacetada de variáveis. Se bobear, até a conjunção dos astros influencia sua eficácia. Mas não espere de mim um manual sobre o que fazer. Não tenho essa pretensão e assumo ser tão aprendiz quanto você, amável leitor de cuecas. No entanto, há certos macetes que quebram o galho sob o ponto de vista contrário: o que o indivíduo não deve fazer no primeiro programa a dois.

Escolhendo o ambiente:
Tudo começa com o local selecionado para o encontro. Use sua sensibilidade para escolher de acordo com o perfil da menina. Não leve uma patricinha loirinha cheirando a Givenchy à Birosca do Tião Manguaça. Tal lugar é bacana para encher a cara com os amigos, mas não para criar um clima com a sua pretendente. Em caso de dúvidas, peça a ela uma sugestão.

Olho no prêmio:
Tenha sempre em mente seu objetivo: se aproximar da mocinha e confirmar a empatia. Então, fuja de programas entre galeras ou que dispersem sua atenção na multidão. Seu foco deve ser ela e vice-versa.

Estágio de preparação:
Escolhido o estabelecimento, prepare-se. Não esqueça de escovar os dentes, cortar as unhas, limpar as orelhas, tomar banho etc. Enfim, não se apresente parecendo que passou o dia inteiro no mercado do peixe. Aposto que você ficaria decepcionado se ela viesse ao seu encontro com o aspecto de quem acordou há cinco minutos. A primeira impressão realmente fica, pequeno jedi.
Sem rastros do seu passado:
Se você se ofereceu para pegá-la em casa, preste atenção que isso é muito importante. Passe um pente fino no seu carro e verifique se a mocinha não corre o risco de achar camisinhas usadas, brincos alheios, torpedinhos com os telefones das periguetes, peças íntimas no porta-luvas, algemas etc. Bom, de repente ela se anima com as algemas, mas é um risco alto e desnecessário para se correr assim de primeira. Ah, e fique atento à trilha sonora. Iron Maiden é legal, mas não é o indicado para montar o clima e amaciar a carne.

Cuidados com a língua (no mau sentido):
Fique ligado nos assuntos tratados. Certos temas podem carbonizar o seu filme. Não fale sobre quantas mulheres já comeu, sobre o dia em que chegou bêbado e vomitou na casa inteira (inclusive na ex-namorada), na sua tendência a ser infiel, na sua fantasia de faze sexo com uma ovelha, na sua alergia ao trabalho etc etc. Seja honesto, mas coerente. Certas verdades podem esperar a consolidação da relação.
Outro tema capital é planejar demais. Pelamordedeus, não diga a ela que vê em seus olhos os seus futuros filhos, casamento, macarronada entre famílias e essas previsões joselitas da Mãe Dinah. Lembre-se das etapas, rapaz! Uma coisa de cada vez.

Gerenciando finanças:
Na hora de pagar a conta, seja cavalheiro e tome a dianteira. Claro que ela pode se oferecer para dividir a despesa. Mais uma vez, tenha bom senso e avalie. Só não vale pegar a dolorosa, jogar no colo dela e dizer “a próxima é minha. Paga aí que eu tô desprevenido”. Depois de uma dessas, é bem provável que não haja uma “próxima vez”.

Soldado, mostrar armas:
Depois de cumprir todo o ritual de aproximação, chega a hora de você mostrar a que veio. Dance conforme a música, mas evite gestos e ações bruscas. Perguntar se ela está a fim de dar uma bimbadinha pode comprometer seu sucesso sexual. Essa estratégia não funcionou com o Tim Maia e há grandes chances de não funcionar com você. Também não é recomendado ficar babando como um cão no cio e arrancar suas roupas como se fosse o Hulk se transformando. Essa gana toda poderá passar a impressão que você está na seca há anos e já está subindo pelas paredes. Ter pegada não é ser brucutu.

Olhos de tigre:
Ao longo do processo, seja observador, querido leitor. Ficar atento aos sinais que ela passa direcionam suas ações. Mulheres são seres inexatos por natureza (graças a Deus) e você deve estar preparado para mudar a tática a qualquer momento. Também não desanime se não rolarem os pretendidos beijos e amassos nesse primeiro encontro. Corra atrás, pois suar a camisa valoriza a sua conquista e demonstra que você sabe o que quer.

(Douglas Damasceno)

Depois vou procurar dicas do que não se fazer no 1º encontro, para as moçoilas. Sim, porque nós também podemos pecar nisso! Rs...
Ju.

4 de setembro de 2008

Alma Perfumada

“Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta, de sol quando acorda, de flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça, lambuzando o queixo de sorvete, melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro e a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus, de banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo, sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas,pode ser abril, mas parece manhã de Natal, do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria, recebendo um buquê de carinhos, abraçando um filhote de urso panda, tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa, do brinquedo que a gente não largava, do acalanto que o silêncio canta, de passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro, e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo, corre em outras veias, pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho, ao nosso lado, e a gente ri grande que nem menino arteiro.

Tem gente, COMO VOCÊ, que nem percebe como tem a alma perfumada! E que esse perfume é dom de Deus.”

(Autor desconhecido)

Ser Feliz

Todos nós sabemos que ser feliz é um dos mais antigos direitos da humanidade. E também sabemos que não há ninguém que não mereça auferi-lo. Há, no entanto, quem pense nunca poder alcançar esse dom.

E isso resulta de uma certa insatisfação e de um conceito errado de o que é a felicidade. O homem foi criado para ser feliz e seria insensato imaginar um Deus cujo prazer consistisse em submetê-lo a contínuas desgraças.

Essa ideia seria demasiado humana para ser divina e, quando assim pensamos, estamos a fazer um Criador à imagem da nossa imbecilidade e à semelhança da nossa estupidez. Porém, a causa, é bem diferente.

Neste mundo estereotipado em que vivemos, a felicidade deixou de ser um ideal do indivíduo para ser uma aspiração das multidões. Todos querem ser felizes da mesma maneira. Convencionou-se que não há felicidade sem automóvel, sem uma casa repleta de electrodomésticos, de electrónica, de móveis de estilo, de livros caros (mas que nunca se lêem), de imitações de objectos e de quadros antigos (dos quais não se sabe falar), sem roupas e calçado de marcas badaladas... Enfim e para resumir, sem todos esses sinais exteriores de riqueza que por aí se vêem.

Quanto a boas maneiras, civilidade, educação ou cultura, tudo isso é secundário. O que é preciso é ter dinheiro. E como nem todos o podem ter para se fazerem passar por aquilo que não são, daí a "infelicidade" de muitos. Uma infelicidade que gera invejas, revoltas e que, infelizmente, está a transformar a sociedade num viveiro de insatisfeitos, de egoístas e de falsários.

Há na terra milhões de pessoas a sonhar a mesma coisa e a desejar os mesmos bens. E é assim que os espíritos simples se asfixiam numa atmosfera de estupidez. E são cada vez mais os que não conseguem viver fora desse esquema.

Cada vez se deseja possuir mais. Cresce dia a dia a inveja pelo vizinho. A ânsia de "também querer ser" aumenta no sentido inverso do "querer fazer". Atropelam-se os princípios mais sagrados para chegar mais depressa a um lugar que se cobiça, mas que não se merece. O que mais interessa é "parecer".

É uma luta feroz e constante entre aquilo que se tenta aparentar e a verdadeira realidade daquilo que se é.

Parece que fica assim, mais ou menos, traçado, ainda que com pálidas pinceladas, o retrato daquele que quer ostentar coisas superiores aos seus recursos e à sua mentalidade. E é esse, de facto, o protótipo do verdadeiro infeliz.

E é tão fácil ser feliz! Contentarmo-nos com o que temos e orgulharmo-nos de sermos, apenas, como somos, é já o começo da felicidade.

(Manuel Ventura da Costa)

3 de setembro de 2008

Encontros

Uma homenagem aos meus significativos encontros...

Você já parou para pensar nos encontros que você teve e tem ao longo da sua vida? Encontros de pessoas, determinados pelo destino e até pelo seu livre arbítrio?

Há encontros de alma. Onde você não sabe explicar a intensidade de um sentimento especial que lhe é correspondido. Não há décadas de amizade, não há inúmeros segredos compartilhados, mas há algo muito intenso e verdadeiro que te liga fortemente àquela determinada pessoa.
Desde a primeira vez fica aquela vontade de estar junto, de conversar, de olhar nos olhos, de ver o sorriso, de dividir tudo de mais importante, há aquele sentimento no peito que impressiona. Você não sabe de onde vem tanta empatia. Para quem acredita, vem de outras vidas, quem sabe?
E você desde o primeiro encontro sente que aquela vai ser uma pessoa sempre presente na sua vida.
Aquele que simplesmente passa por você e não deixa marcas ou impressões não representa um encontro. Encontro pressupõe troca.

Você pode ser levado a encontros por motivo de trabalho, por pegar sempre o mesmo ônibus, por morar na mesma rua, por trabalhar no mesmo prédio, ao ser apresentado por amigos em comum, por estar na boate naquele dia, por nascer naquela determinada família, por ser irmã ou prima, e em tempos cibernéticos, até por ser vista no Orkut do seu amigo, ou por visitarem o seu Blog. Tudo e sempre pode te levar a vivenciar grandes e especiais encontros. Você só precisa estar aberto a que eles aconteçam. Levantar a cabeça, olhar para os lados, sorrir sempre. O sorriso desvenda delicadamente o interior de quem sorri. O poder do sorriso é grande, e saber sorrir é algo muito importante. Antoine de Saint-Exupéry disse: "No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele".

Sabe quando uma pessoa muito querida desaparece? Pois é. O destino só te leva até a metade do caminho...

Permitir encontros; essa é a máxima da vida. São eles que vão te ajudar pelo caminho, e vão contribuir para que você aprenda, cresça, busque o que dá sentido à sua vida e seja feliz. Porque “a felicidade só é real quando é compartilhada” (Christofer Mccandles).

28 de agosto de 2008

Da Calma

"Não acreditem que os fins justificam os meios. Porque não existem fins; existem apenas os meios.
A vida nos leva do desconhecido para o desconhecido.
Cada minuto está revestido deste apaixonante mistério: não saber de onde viemos ou para onde vamos.
Acima de nós, o Espírito Santo flutua, com as respostas de nossas perguntas e as soluções de nossos problemas; e nos atira estas respostas e soluções à medida que caminhamos. Faz isto sempre no momento apropriado.
Se pensamos apenas na meta, nos afastamos dos sinais do Espírito. Então, o lado das trevas começa a impor suas regras traiçoeiras.
- Eu sei o que eu quero - diz o discípulo.
- Mas cuidado no que você vai se tornar, por causa disso - responde o mestre."

(Paulo Coelho)

25 de agosto de 2008

As Melhores Oportunidades

"Minha irmã Rosely costuma dizer algo muito inspirador: neste mundo caótico é melhor pensar que nós nunca seremos os escolhidos; portanto, se quisermos alguma coisa da vida, teremos de batalhar muito para conquistar um lugar ao sol.

Verdade pura! Temos sempre de ir ao encontro do novo se quisermos crescer permanentemente. Temos de buscar sempre o espaço para mostrar nossa capacidade...As melhores oportunidades estão para ser descobertas.

Antigamente quem tinha os produtos era o rei. Hoje você tem de fazer o caminho inverso: sair de sua confortável sala, de sua cidade conhecida para procurar novos compradores para o que você tem a oferecer. O início desse processo pode começar na frente do computador, mas chegará a hora em que você terá de ir até um lugar novo, muitas vezes com hábitos muito diferentes, para conseguir seu lugar ao sol. Os líderes pra valer sabem ir ao encontro do novo para conseguir melhores oportunidades...

Conta a lenda que um lenhador percorreu anos a fio a mesma floresta. Diariamente, ele observa com cuidado as árvores cada detalhe da mata que fazem com que seu trabalho seja o mais produtivo possível. E, assim, ele vai ganhando seu sustento com determinação e paciência.

Certo dia, o lenhador encontra um sábio meditando na floresta, e os dois começaram a conversar. O lenhador resolve contar o quão difícil é seu trabalho diário, sua cansativa rotina de cortar a lenha, carregá-la até a cidade e encontrar um comprador para conseguir algum dinheiro. Durante a conversa, o sábio pergunta se ele conhece toda a floresta. O rapaz lhe responde:
- Mais ou menos...
O sábio, então, lhe diz:
- Avance, meu filho, existem muitos tesouros esperando por você!

Durante anos, quando os dois se encontraram, a saudação do mestre é sempre a mesma:
- Avance, ainda existem muitos tesouros esperando por você!

Certa vez, o lenhador, diferentemente dos dias anteriores, decide seguir os conselhos do sábio e entra na floresta, numa área ainda não explorada. Ele olha ao redor e fica maravilhado. Tudo o que vê é diferente, os animais, as árvores e as flores. Para sua surpresa, ele encontra uma mina de prata. Apanha um pouco do metal e, com a venda, consegue dinheiro suficiente para sobreviver uma semana. Todas as semanas ele vai até a floresta, feliz com a mina de prata. Agora tudo de que precisava era trabalhar uma vez por semana.

Porém, sempre que encontrava o sábio, ele sorria e dizia:
- Avance, ainda existe muitos tesouros esperando por você.

Até que um dia resolveu aceitar a provocação do mestre e foi além da mina de prata, passando por outras vegetações e, de repente, se deparou com uma mina de ouro. Extraiu o quanto pôde do valoroso minério e depois vendeu no mercado da cidade. Era a maravilha das maravilhas, pois tinha dinheiro para um ano de vida. Todos os anos, o ex-lenhador ia até a floresta, feliz com a mina de ouro. Agora só precisava trabalhar uma vez por ano.

Porém, sempre que encontrava o sábio, este sorria e dizia:
- Avance, ainda existem muitos tesouros esperando por você!

O ex-lenhador mostrava-se muito tranqüilo, pensando que já tinha conseguido tudo o que poderia imaginar. Até que novamente resolveu aceitar a provocação do mestre e foi além da mina de ouro, chegando até um local de beleza surpreendente, onde encontrou uma mina de diamantes. Pegou a pedra mais linda que encontrou, levou-a até a cidade e conseguiu dinheiro para nunca mais ter de trabalhar.

Muitos anos mais tarde, contando para seu filho a história de sua riqueza, ouviu a seguinte pergunta:
- Pai, por que você continua indo à floresta todos os dias, mesmo sem precisar mais de dinheiro?O velho olhou-o com ternura e, sorrindo, disse:
- Eu gosto de pensar que sempre existe um novo tesouro para encontrar!"

O campeão sempre tem o senso de procurar um tesouro no próximo movimento. Isso alimenta seu espírito, aquece seu coração e o faz evoluir permanentemente.

Roberto Shinyashiki é conferencista e escritor, autor de 11 livros, entre eles “Liderança para Valer!”

20 de agosto de 2008

Reflexões

A Coragem

"Muitas vezes temos que dar tempo ao tempo.
Outras vezes, temos que arregaçar as mangas, e resolver - nós mesmos - determinada situação. Neste caso, não existe pior coisa do que adiar. Adiar traz angústias e sofrimentos desnecessários.

Eu aprendi a não adiar as coisas do modo que todo mundo aprende: levando na cabeça.

Quando tinha 10 anos, minha mãe me obrigou a fazer um daqueles chatíssimos cursos de educação física. Um dos exercícios era pular de um píer na água. Eu morria de medo. Ficava no último lugar da fila, e sofria com cada menino que pulava na minha frente - porque em pouco tempo chegaria o momento do meu salto.
Até que um dia, para impressionar uma menina, resolvi ser o primeiro a pular. Tive o mesmo medo, mas acabou tão rápido que eu passei a ter coragem."

(Paulo Coelho)

A Consciência das Coisas

"Muitas vezes procuramos conscientemente algo que irá nos causar sérios problemas. Eduardo Vieira conta uma interessante fábula a respeito.

Um homem cruza uma tempestade de neve, quando escuta um ruído. Vê uma cobra, ferida e quase morta de frio.

“Me ajuda!”, diz ela.

“Você é perigosa”, responde o homem.

“Não vê que estou quase morrendo, e não posso lhe fazer mal nenhum?”, implora a serpente.

Compadecido, o homem a recolhe, e leva para a sua casa.
Durante algum tempo convivem em harmonia. Mas um dia, enquanto acariciava a cabeça da cobra, ele recebe uma mordida fatal.

“O que é isso?”, diz o homem, à beira da morte. “Salvei sua vida, lhe dei comida, carinho - e agora você me envenena?”

E a serpente responde: “mas você sabia que eu era uma cobra, não sabia?”

(Paulo Coelho)

14 de agosto de 2008

30 Anos

30 anos! Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar.Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos. Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.
Até os 30, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar, que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar.

Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é cair numa epifania. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar.
Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente.Mas fazer 30 anos é como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é mister de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais tênue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, é verdade, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes.

Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema. Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer.Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.
Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. Chegando aos 30 é hora de se abismar. Por isso é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.

(Affonso Romano de Sant'Anna)

13 de agosto de 2008

Vamos em frente

A vida é repleta de situações interrompidas.
Interrompidas pela falta de tempo, pela falta de dinheiro, pela ausência do outro, pela falta de boa vontade alheia, pela burocracia, pelo cansaço, pelas partidas sem volta, pelo medo, pela ansiedade que acaba atrapalhando, pela nossa insegurança.
Mas não devemos parar a cada tropeço, a cada decepção, a cada emprego perdido, a cada término de relacionamento, a cada morte vivenciada.
Apesar de tudo de ruim que possa nos acontecer, há sempre inúmeros motivos maravilhosos para querermos seguir em frente, da melhor maneira possível.
Às vezes é preciso retroceder para replanejar os passos, voltar para seguir outro caminho, reconhecer o erro para aprender.
É preciso se motivar a cada manhã, olhar o sol nascer no céu azul, e compreender o significado de poder estar vendo esse milagre da vida a cada dia. Ver e compreender!... Agradecer por cada batida do seu coração. Por cada inspiração e expiração. Por cada uma das situações pelas quais você passa. Porque você é o resultado das suas experiências, boas ou ruins.
Você é o resultado do não e do sim dos seus pais. Da primeira queda de bicicleta. Da primeira pipa que conseguiu empinar. Do primeiro amor não correspondido. Do beijo mal dado. Dos “eu te amo” ouvidos. Da reprovação no exame para carteira de motorista. Da entrevista bem sucedida para o estágio. Da monografia aprovada com louvor. Da promoção que não saiu na empresa. Do sentimento não retribuído. Do amor à primeira vista correspondido.
Cada momento vivido torna você esse ser único e exclusivo.
Não lamente as intempéries, e não esqueça de agradecer pelas bênçãos recebidas. Siga em frente sendo sempre otimista. Acreditando que o melhor vai acontecer para você. Viva o presente intensamente, olhando com orgulho para o seu passado, e deixando o futuro chegar naturalmente. Fazendo o seu agora com alma, paixão, respeito e confiança, amanhã esse momento será o seu passado saudoso, e o seu futuro chegará alicerçado pelas suas boas e certas ações de hoje. Tome atitudes equilibradas pela razão e pela emoção. Produza! Acredite em você e em seus sonhos, mas faça por onde eles acontecerem. Bem diz um ditado popular que “É perigoso guardar uma cabeça cheia de sonhos com as mãos desocupadas.”

(Juliana Azevedo)

7 de agosto de 2008

O Meu Pai

O meu pai sempre teve o gênio difícil, tem um bigodão que amedronta e deixa o semblante sério.
É de poucas palavras. Voz grave e alta. Pouco demonstra sensibilidade.
É um homem mais “seco”, de poucos abraços ou gestos carinhosos.
Deita bem e amanhece de “ovo virado”.
Só mesmo minha mãe para agüentá-lo!

Mas ninguém, nem minha mãe, irmãos ou eu, podemos reclamar da sua seriedade como pai e como marido. Contas em dia, comida em casa, trabalhador, esforço para pagar boa escola, pessoa honesta, caráter indubitável.

O pai afetuoso sempre esteve presente, quando meus irmãos e eu éramos crianças. Crescidos, recebemos dele mais demonstrações de valores morais do que de afeto em si, mas nunca se deixou de haver o carinho, a preocupação com o nosso bem estar, e ao modo dele, o amor de pai.

Como esquecer as histórias contadas na hora de dormir, quando ele cochilava antes da gente? Os domingos no clube, quando ele sempre perdia a nossa toalha? Os passeios no parque, quando ele sempre brigava com a minha mãe porque ela não queria que sujássemos a roupa nova? As missas na Igrejinha da Pampulha, aos domingos? O picnic no zoológico, com farofa com cheiro (e gosto) de gasolina, que estava no porta-malas daquele velho Corcel azul turquesa? As idas à todos os circos que passavam pela cidade, levando as primas junto? As viagens para Guarapari? E as viagens para Guarapari? E no ano seguinte, as viagens para Guarapari, de novo, naquele Passat antigo que quebrou no meio da estrada?

A vida de homem de família, para o meu pai, foi muito mais difícil nos anos remotos. Minha mãe ajudava com o pouco conseguido nas costuras, mas era praticamente só ele para dar conta de tudo, das despesas, da roupa nova no Natal, dos brinquedos, da escola, da diversão. Hoje em dia acho até que o astral dele é outro, gosta mais de sair, pode-se vê-lo sorrindo mais... Acredito que a responsabilidade de antes era muita e o consumia quase todo. Hoje o vejo mais leve, mais tranqüilo, menos preocupado. Pudera! Todo o seu esforço em criar bem os filhos rendeu bons frutos. Meus irmãos e eu aprendemos as lições e ensinamentos, reconhecemos o investimento e a dedicação dele, e retribuímos tudo isso, colaborando para que hoje ele tenha uma melhor idade proveitosa. Hoje é só aproveitar a vida e curtir o netinho.


Meu pai sempre deu bons exemplos, limites, ensinou com palavras e gestos. Quantos “nãos” nos foram ditos para mostrar o caminho ideal a ser seguido... Esteve sempre presente nos momentos mais importantes: desde a 1ª Comunhão, passando pelas festas juninas, até as formaturas. Foi sempre participativo.

Meu pai quis ensinar os filhos a serem melhores a cada dia, e melhores que ele mesmo. É um exemplo a ser seguido. Sua vida, seus acertos, seus equívocos, tudo serve de lição para o que de melhor eu quero ser.
Meu pai sempre foi e é como todo pai deve ser: amigo, apoio e parceiro. O tempo inteiro!

(Juliana Azevedo)

6 de agosto de 2008

Enquanto o amor não vem


Foto: Flickr

O que fazer nesse meio tempo, quando a solidão muitas vezes pode ser tão dolorosa e o tédio, imenso? Em vez de se deixar contaminar pelo desânimo ou pelo desespero que acaba fazendo com que você aceite a companhia de qualquer pessoa, mergulhe na cura interior.

Estabeleça um diálogo consigo mesmo. É fundamental ouvir-se, questionar-se, analisar comportamentos, atitudes e desejos, para encontrar um novo ideal de conduta e de relacionamento. E assim, aprender a buscar a felicidade de um amor duradouro e a descartar aqueles que certamente só lhe trarão sofrimento.

Saber viver o tempo de estar só é a oportunidade para um verdadeiro renascimento. A entressafra amorosa pode ser o momento ideal para a construção de uma vida a dois maravilhosa. Aproveite para mudar os seus padrões de comportamento e fazer uma revisão do que não tem funcionado nos seus relacionamentos.

Para ser feliz no amor é fundamental ter uma boa auto-estima e alimentar o desejo de tornar-se cada vez melhor e de crescer sempre. Acredite ou não, a felicidade amorosa começa justamente quando estamos sozinhos, à espera do amor.

O ponto de partida para o amor bem sucedido é compreender que você é a única pessoa que pode fazer por você aquilo que, provavelmente, vem desejando que o parceiro faça.
Alimente o amor-próprio e saiba dar um tempo para se ouvir, rir, abraçar-se carinhosamente. Um tempo só seu, em silêncio, para que seja possível entrar em contato com os seus sentimentos mais profundos e alimentar o amor pelo ser que você é e que já tem tudo o que precisa para ser feliz.

Uma boa auto-estima significa, também, saber cuidar-se. Estar atento às suas necessidades, potencialidades, desejos verdadeiros. Se não se dedicar a você mesmo, continuará procurando fora aquilo que só encontrará em seu interior.
Alimentar a idéia de ter um parceiro que corresponda à todas as suas expectativas é o caminho mais curto para fazer seus relacionamentos naufragarem.

Páre de se criticar. Em vez de remoer fracassos ou de afogar-se na própria raiva e frustração, aceite os fatos que aconteceram em sua vida e que não podem mais ser refeitos. Procure identificar o padrão de comportamento e as razões que costumam levar ao fim os seus relacionamentos amorosos.
Enquanto não perceber o que é que você está fazendo e que não está funcionando, não adiantará mudar por fora, ganhar dinheiro ou realizar outras mudanças externas.
Limpar o passado significa entrar em contato com a sua verdade, com aquilo que você é, aceitando-se e entrando em um movimento natural de expansão da vida.
Isso quer dizer assumir um compromisso com o crescimento contínuo, a melhoria constante, a superação das próprias dificuldades, o aumento da capacidade de ver o outro. Desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro, de trocar e compartilhar sem comprometer seus valores fundamentais.

Livre-se de crenças como: “Não posso viver sem o(a) fulano(a), que é meu amor” ou “Deve haver algo errado comigo”, ou ainda “Todo mundo é melhor que eu”, e “Eu não tenho sorte no amor”, e assim por diante.

As experiências dolorosas nos ensinam que é preciso parar, analisar, questionar-se e encontrar a verdade dentro de nós. Sem medo nem vergonha de encarar a realidade de frente. É fundamental afastar o hábito das desculpas e justificativas que não levam a nada e não passam de uma tentativa para racionalizar o que não está funcionando.

Quando não se está feliz afetivamente, é comum acreditar que é preciso encontrar alguém especial para voltar a ser feliz. Isso explica porque tanta gente se atira em relacionamentos, um atrás do outro, como medo de ficar só e na suportar a solidão e o contato com as suas questões.

O melhor a ser feito é aprender com os relacionamentos passados e utilizá-los como espelhos que refletem os seus problemas a serem trabalhados. Ao fazer isso, você encontrará as ferramentas para solucionar os problemas e se dará conta da importância da atitude no seu relacionamento consigo mesmo e com o outro.

Tenha disposição para mudar. Esta disposição acaba com os germens da culpa, da vergonha, do fracasso, da raiva, do medo e do ressentimento. Desejar tornar-se melhor para si mesmo(a) e para os outros é um bom começo. Mantenha a auto vigilância e observe como passa a agir. Se em algum momento desse processo você se sentir desanimado, sente-se, respire fundo e repita para si mesmo: “Esse é apenas o reflexo de algo que estou manifestando agora. Não é o meu ser verdadeiro.”
Faça uma escolha diferente. Mude de idéia. Logo estará mais calmo e em condições de agir de forma positiva.

Quando sentir-se atraído por alguém, cuidado com as táticas desesperadas de conquista. Muitas vezes, quando uma pessoa começa a fazer todo o esforço do mundo para conquistar outra, acaba se afastando da sua própria verdade: diz coisas que não diria normalmente (e até que não acredita), tem atitudes que não teria, e perde o seu eixo, tirar os pés do chão. Em pouco tempo acabará se desrespeitando e iniciando um romance que não terá base de sustentação e acabará desabando.

Cuidado com esse incontrolável desejo de agradar


Com freqüência, de tanto querer agradar e fazer tudo certinho, corre-se o risco de extrapolar. Isso se aplica a diversos aspectos da convivência, como:
* Dar mais atenção ao outro do que o outro gostaria;
* Sair super produzido para um programa simples como um cineminha ou um café;
* Dar um de atleta sexual na primeira vez que fica com aquela pessoa;
* Encher o outro de perguntas, e querer logo saber tudo sobre a outra pessoa. Quem gosta de um detetive no pé?

Controle o desejo de criar intimidade ou de agradar. Caso contrário, você só conseguirá assustar o outro, que irá fugir.
A verdade é que a dedicação exagerada assusta e dificilmente agrada, principalmente aos homens. A melhor atitude é ser o mais autêntico possível em vez de ficar fazendo tipo.
Não tenha vergonha de ser natural, de dizer o que pensa, mostrar como vive, de contar suas preferências, ser você mesmo. É importante ir devagar, saber que tudo leva um tempo para acontecer e não tentar apressar esse ritmo.

Quem quer aprender a ser um bom parceiro amoroso deve, antes de tudo, aprender a ser um bom parceiro para si mesmo. Saber guardar-se, respeitar-se e gostar de si mesmo é fundamental para a conquista da felicidade. Quem consegue ser feliz sozinho é capaz de ser generoso e equilibrado, e demonstra ter condições vitais para conquistar alguém e ser vitorioso no amor.

(Fernanda Dannemann)

1 de agosto de 2008

Compartilhar

Para quem você daria a chave daquele seu cantinho mais que especial?
Aquele lugar onde moram tantos seres antagônicos? Dos mais sensíveis aos mais realistas, passando pelos românticos, práticos e nervosos.
Quem você permitiria nesse lugar entrar?
O que você permitiria ali ser construído?

Construiria a dois? A três? Em grupo? Ou só?
Talvez quase nada do que fosse construído ali, em solidão,
fosse ser significativo para a sua vida.
Afinal, momentos solitários são necessários para se buscar o equilíbrio,
o autoconhecimento, a percepção da sua força, o entendimento de ser VOCÊ.
Mas o verdadeiro sentido da vida está em compartilhar.
Amor, amizade, carinho, afeto, solidariedade, atenção, e até pontos contraditórios.
O contrário te faz pensar, analisar, aprender e crescer.
Esse lugar é precioso. Tudo nele se busca aconchegar.
É por ali que flui todo e qualquer sentimento,
dos mais lindos e amenos aos mais feios e arrebatadores.
É nele que se processa o perdão.
É com o socorro dele que se dissipam as mágoas.
É ele quem dá ares de contentamento através do natural
descompasso arrítmico.
E é com ele que se envereda pelo prazeroso mundo da paixão.
Os suspiros, antes de se revelarem em sons,
transitam pelos seus caminhos elevando a respiração.
Preze por você, e não permita que nesse seu espaço se instale
aquilo que não lhe seja valoroso.
Você não precisa de qualquer coisa. Ou qualquer um.
Você só precisa compartilhar esse seu lugar com aquele que caminha ao seu lado
e lhe ajuda a ser alguém melhor, a cada dia.
Respeite-se e valorize-se!

(Juliana Azevedo)

Meu Jardim

Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minha fonte, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores

Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho

Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim

(Vander Lee - Música: Meu Jardim)

Fotos: AbbrA Flores
"A Felicidade só é real quando é compartilhada."
(Christofer Mccandles)